LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

3º Trimestre de 2018

 

Título: Adoração, Santidade e Serviço — Os princípios de Deus para a sua Igreja em Levítico

Comentarista: Claudionor de Andrade

 

 

Lição 11: A lâmpada arderá continuamente

Data: 09 de Setembro de 2018

 

 

TEXTO ÁUREO

 

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue nao andará em trevas, mas terá a luz da vida(Jo 8.12).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Tal como as lâmpadas do Tabernáculo brilhavam continuamente, assim devemos nós resplandecer neste mundo de apostasias, iniquidades e trevas.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Êx 25.37-40

A fabricação das lâmpadas

 

 

Terça — Êx 30.7,8

O acendimento das lâmpadas

 

 

Quarta — Êx 39.37

As lâmpadas eram de puro ouro

 

 

Quinta — Lv 24.4

A ordem das lâmpadas

 

 

Sexta — Jo 8.12

Jesus é a luz do mundo

 

 

Sábado — Mt 5.14

Nós somos a luz do mundo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Levítico 24.1-4.

 

1 — E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:

2 — Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira, puro, batido, para a luminária, para acender as lâmpadas continuamente.

3 — Arão as porá em ordem perante o SENHOR continuamente, desde a tarde até é manhã, fora do véu do Testemunho, na tenda da congregação; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações.

4 — Sobre o castiçal puro porá em ordem as lâmpadas perante o SENHOR continuamente.

 

HINOS SUGERIDOS

 

266, 390 e 595 da Harpa Cristã.

 

OBJETIVO GERAL

 

Conscientizar de que assim como as lâmpadas do Tabernáculo brilhavam continuamente, devemos nós resplandecer neste mundo de trevas.

 

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

 

 

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

 

  • I. Mostrar a tipologia do candelabro de ouro;
  • II. Saber que Jesus é a luz eterna e perfeita;
  • III. Compreender que precisamos manter a luz brilhando continuamente.

 

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

 

Professor (a), estamos caminhando para a conclusão do trimestre e também do livro de Levítico. Na lição de hoje avançaremos um pouco mais e estudaremos parte do capítulo 24. Contudo é importante que você leia e anote as divisões principais de todo o capítulo. Veremos que aqui Moisés fez um breve resumo a respeito da lei acerca das lâmpadas e do pão da proposição (vv.1-9), e um resumo a respeito da violação da lei contra a blasfêmia (vv.10-14, v.23). As lâmpadas do Tabernáculo precisavam ser mantidas acessas constantemente e para isso o povo precisava fornecer o azeite, o combustível que alimentava as chamas. Israel era um povo sacerdotal, escolhido pelo Senhor para mostrar a todas as nações que a luz do mundo, Jesus, viria para iluminar os corações de todos os homens, gentios e judeus. Hoje, pela fé em Jesus Cristo, fomos feitos reis e sacerdotes e temos a responsabilidade de ser “sal” da terra e “luz” do mundo (Mt 6.13,14).

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

O candelabro era o objeto de maior destaque no interior do Tabernáculo, por ser todo de ouro e pela luz que emitia. Se levarmos em conta a sua simbologia, concluiremos que ele representava o testemunho e o serviço do ministério levítico. O seu brilho singular e constante indicava que todas as obrigações sacerdotais e congregacionais estavam sendo rigorosamente cumpridas de acordo com a orientação divina.

A Igreja de Cristo, como a luz do mundo, tem a obrigação de luzir sempre nas trevas. Mas, se ela vier a perder o seu fulgor, que diferença haverá entre nós e o mundo? É chegada a hora, pois, de mantermos nossos candelabros acesos, pois o Cordeiro de Deus anda por entre eles, exigindo, de cada um de nós, perfeito brilho.

 

 

PONTO CENTRAL

 

A lâmpada no Tabernáculo não poderia se apagar.

 

 

I. O CANDELABRO DE OURO

 

Didaticamente, o Senhor ordenou o fabrico do candeladro, a fim de que os filhos de Israel se conscientizassem de sua missão profética, sacerdotal e real no mundo. Era plano de Deus que, por intermédio dos israelitas, todos os povos viessem a ser abençoados com a vinda do Messias: Jesus Cristo.

1. O fabrico do candelabro. Segundo a determinação divina, os artífices fizeram um candelabro de ouro puro e batido (Êx 25.31). A mobília foi de tal forma trabalhada, que formava uma só peça com o seu pedestal, hastes, cálices, maçanetas e flores. Em seu feitio Bezaleel e Aoliabe precisaram de um talento de ouro, de 35 a 40 quilos aproximadamente (Êx 25.39).

Toda a peça era rigorosamente simétrica e harmônica (Êx 25.31-36). Doutra forma, a sua luz jamais viria a brilhar com a intensidade e a perfeição que Deus requer de cada um de seus filhos (Mt 5.16).

2. A luz do candelabro. O azeite para as lâmpadas foi trazido, voluntária e generosamente, pela congregação de Israel (Êx 25.6). Tendo em vista o significado do candelabro para o culto sagrado, o azeite teria de ser puro e batido; o moído era de qualidade inferior. Sem essas qualidades, o Tabernáculo do Senhor ficaria na penumbra ou até mesmo em trevas. Que simbologia extraímos daqui? Jesus requer de cada um de nós uma luz de comprovada excelência (Mt 6.23). Nós somos a luz do mundo.

3. O seu lugar no tabernáculo. Para quem entrava no lugar santo, o candelabro de ouro ficava no lado esquerdo, ou na parte sul do Tabernáculo (Êx 26.35). Nessa posição, o candelabro, plenamente aceso, proporcionava uma visão única e emblemática da glória de Deus. Se por um lado, lembrava o próprio Cristo, por outro, fazia uma clara referência à Jerusalém Celeste (Ap 1.12,13; 21.18,21).

Mas para que este brilho perdurasse, era imperioso que Arão e seus filhos cuidassem diariamente do candelabro (Êx 30.7,8). À luz do dia, limpavam-no, provendo-o de azeite. E, quando a noite chegava, ele já estava pronto a reluzir novamente. Assim devemos nós agir em relação ao mundo. Só viremos a reluzir se nos dermos à leitura da Bíblia Sagrada, à oração e ao jejum.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (I)

 

O candelabro de ouro deveria permanecer aceso.

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-DIDÁTICO

 

“Leis a respeito das lâmpadas

O povo devia fornecer o azeite (v.2), e ele, como todas as outras coisas seriam usadas a serviço de Deus, devia ser o melhor — puro azeite de oliva, batido, provavelmente seria duplamente filtrado — para acender as lâmpadas continuamente. Todas as nossas cópias em inglês apresentam a leitura ‘lâmpadas’, no plural. Porém, no texto original, o termo está no singular no versículo 2 — para acender a lâmpada continuamente; mas no plural no versículo 4 — porá em ordem as lâmpadas. As sete lâmpadas formavam uma única lâmpada, e em alusão a isto o bendito Espírito da graça é representado por sete lâmpadas de fogo diante do trono (Ap 4.5), pois há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo, 1 Coríntios 12.4.

Os sacerdotes deviam administrar as lâmpadas. Eles deviam cortar os pavios queimados, limpar os castiçais e colocar neles o azeite, desde a tarde até a manhã, vv.3,4. Tal é o trabalho dos ministros do Evangelho — eles devem apresentar esta palavra de vida, não acender novas lâmpadas, mas, expor e pregar a palavra, tornando a sua luz mais clara e abrangente. Esta era a maneira usual de manter as lâmpadas acessas” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico Antigo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010, p.427).

 

 

II. JESUS, A LUZ ETERNA E PERFEITA

 

O candelabro simbolizava Jesus Cristo, a sua Igreja e cada um de nós.

1. Jesus, a luz do mundo. No Apocalipse, o Senhor Jesus anda livremente entre os candelabros (Ap 1.12,13). Na descrição do Evangelista, observamos que somente a luz do Cordeiro é capaz de levar os castiçais a refulgirem. Ele é a luz do mundo (Jo 8.12). Portanto, só podemos brilhar se estivermos em perfeita comunhão com o Filho de Deus. Ele veio a este mundo exatamente para iluminar as regiões da sombra e morte (Is 9.2).

2. A Igreja é a luz do mundo. Aos seus discípulos, o Senhor Jesus foi claro e decisivo: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5.14). Enquanto Ele estava no mundo, Ele era de fato a luz do mundo (Jo 9.5). Mas após a sua ascensão ao Céu, a missão de iluminar este século passou a ser nossa. E, agora, somos exortados a brilhar não somente como um candelabro, mas como verdadeiros astros (Fp 2.15). Portanto, quanto mais anunciarmos o Evangelho e ensinarmos a justiça divina, mais glorificaremos a Deus com a luz de nosso testemunho e confissão (Dn 12.3).

3. O crente como luz do mundo. Individualmente, o Senhor Jesus exorta cada crente a agir como luz do mundo (Lc 11.35). A luz da confissão de Estêvão brilhou de tal forma, que os seus algozes viram-lhe o rosto como se fosse a face de um anjo (At 6.15). Apesar de apedrejado, o seu testemunho ainda hoje reluz, legando-nos um exemplo de pureza, fé e coragem. Ele foi de fato, em todas as coisas, como um candelabro reluzente e glorioso nas mãos do Senhor.

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (II)

 

O candelabro de ouro apontava para Jesus Cristo, a luz eterna e perfeita.

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

O crente como o sal da terra e a luz (Mt 5.13-16)

“O ‘sal’ é valorizado por dois atributos principais: gosto e conservação. Não perde sua salinidade se é cloreto de sódio puro. Isto nos leva à sugestão do que Jesus quis dizer quando disse [que] os discípulos deixariam de ser discípulos se eles perdessem o caráter de sal. O sal não refinado extraído do mar Morto continha mistura de outros minerais. Deste sal em estado natural o cloreto de sódio poderia sofrer livixiação em consequência da umidade, tornando-o imprestável (Jeremias, 1972, p.169). O ensino rabínico associava a metáfora do sal com sabedoria. Esta era a intenção de Jesus, visto que a palavra grega traduzida por ‘nada mais presta’ tem ‘tolo’ ou ‘louco’ como seu significado radicular. É tolice ou loucura os discípulos perderem o caráter, já que assim eles são imprestáveis para o Reino e a Igreja, e colhem o desprezo de ambos.

No Antigo Testamento ‘luz’ está associada com Deus (Sl 18.28; 27.1), e o Servo do Senhor e Jerusalém estão revestidos com a luz de Deus. O Servo será luz para os gentios, e todas as nações virão à luz de Jerusalém (Is 42.6; 49.6; 60.1-3). É neste sentido de ser luz para as nações que Jesus identifica os discípulos como luz. Esta ideia antecipa a conclusão do Evangelho de Mateus: ‘Portanto, ide, ensinai todas as nações [ou fazei discípulos]’ (Mt 28.19). No capítulo anterior, Mateus identificou Jesus como a ‘grande luz’ de Isaías na Galileia gentia (Mt 4.15,16). Agora os discípulos são chamados para serem portadores da luz” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004, pp.43,44).

 

 

III. MANTENDO A LUZ BRILHANDO CONTINUAMENTE

 

A fim de que a nossa luz brilhe continuamente, mantenhamos estas três coisas básicas: nossa união com Cristo, nossa comunhão fraternal e nosso testemunho diário.

1. Nossa união com Cristo. Para reluzirmos como luz do mundo, nossa união com Cristo é imprescindível. O candelabro visto por Zacarias ardia de forma ininterrupta, pois estava ligado a um vaso de azeite, e este, por sua vez, achava-se conectado a duas oliveiras (Zc 4.1-3). Dessa forma, havia um fluxo contínuo de azeite àquele candelabro, que, naquela hora tão difícil para o povo de Deus, brilhava para sempre.

Jesus é a “oliveira”, na qual fomos enxertados (Rm 11.17-24). Unidos a Ele, jamais nos faltará o precioso azeite, para vivermos uma vida plena e vitoriosa (1Jo 2.20).

2. Nossa comunhão fraternal. O candelabro, embora se destacasse por seus ricos e variados detalhes, formava uma única peça (Êx 25.31). O mesmo podemos dizer da Igreja de Cristo. Embora formada por membros de várias procedências e origens, constitui um único corpo (1Co 12.13). Agora, todos somos um em Cristo (Rm 12.5). E, por esse motivo, temos de preservar o vínculo do amor fraternal (Ef 4.3; Cl 3.14). Se nos amarmos como Cristo nos recomenda, seremos conhecidos como seus discípulos (Jo 13.34).

A Igreja, como o candelabro de Cristo, deve ser reconhecida por sua unidade, por seu amor e por sua comunhão no Espírito Santo (2Co 13.13). Não há luz tão intensa como a comunhão cristã.

3. Nosso testemunho diário. Nosso testemunho cotidiano não deixa de ser uma expressão profética, pois, de forma veemente, protesta contra o pecado. Lembremo-nos de que o candelabro era adornado por figuras de amendoeiras, nas quais brotavam a luz gloriosa (Êx 25.33). Esta foi a árvore que marcou o chamamento do profeta Jeremias (Jr 1.11,12). Na tipologia profética, ela é árvore despertador, por ser a primeira a florescer na primavera.

Quando o mundo vê o bom testemunho de um cristão, o nome do Pai Celeste é glorificado (Mt 5.16). Nosso testemunho diário está intimamente relacionado à luz. Se for realmente bom, nosso candelabro cumpre fielmente a sua missão. Eis por que cada um de nós deve ser um padrão de boas obras (Tt 2.7).

 

 

SÍNTESE DO TÓPICO (III)

 

Precisamos manter a luz de Cristo brilhando continuamente em nós.

 

 

SUBSÍDIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

“Por que a igreja deve se caracterizar pelos pontos distintivos de santidade, de união e de amor?

Para explicar de forma simples, o caráter da igreja deve refletir o caráter de Deus. Devemos ser santos, unidos e amorosos, porque Deus é Santo, é um e é Amoroso. Paulo diz aos coríntios: ‘Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo’ (1Co 11.1). Deus pretende expor seu próprio reflexo na igreja. Em geral, observamos isso no capítulo 1 e 2. O evangelho da igreja é a sabedoria de Deus, não a sabedoria do mundo (1Co 1.17—2.16). Paulo escreve: ‘Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus’ (2.12). E escreve alguns versículos adiante: ‘Nós temos a mente de Cristo’ (2.16b). Em suma, a obra transformadora do evangelho na vida da Igreja concede-lhe a mente de Cristo e a torna mais semelhante a Deus que ao mundo. E o reflexo dEle na Igreja — por meio da proclamação e da vida santa, unida e amorosa — é a exata matéria do testemunho da Igreja. Conforme examinamos cada uma dessas características, observamos que seu fim último não é melhorar a saúde moral da sociedade, embora isso possa ser um subproduto, mas refletir a Deus” (DEVER, Mark. A Mensagem do Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2009, p.187).

 

CONHEÇA MAIS

 

 

Sobre as Lâmpadas

Fazer arder as lâmpadas continuamente. A luz das lâmpadas simbolizava a presença contínua de Deus entre o povo. A congregação de Israel devia ter abundante luz, vida e presença de Deus. Note que as lâmpadas não podiam continuar a arder sem a cooperação e a obediência do povo”. Leia mais em Bíblia de Estudo Pentecostal, CPAD, pp.156-62.

 

 

CONCLUSÃO

 

Jesus anda por entre os castiçais. Ele vê nossas obras, sonda nossas intenções e mede a intensidade de nossa luz. Supervisionando-nos, o Senhor remove e tira castiçais (Ap 2.5). Como está a nossa lâmpada? Ela tem de estar rigorosamente limpa, a fim de brilhar intensamente neste mundo tenebroso. Que Deus nos ajude.

 

PARA REFLETIR

 

A respeito de “A Lâmpada Arderá Continuamente”, responda:

 

O que era o candelabro?

O candelabro era o objeto de maior destaque no interior do Tabernáculo, por ser todo de ouro e pela luz que emitia.

 

Qual o seu significado?

Jesus requer de cada um de nós uma luz de comprovada excelência (Mt 6.23). Nós somos a luz do mundo.

 

Como ele foi trabalhado?

Segundo a determinação divina, os artífices fizeram um candelabro de ouro puro e batido (Êx 25.31). A mobília foi de tal forma trabalhada, que formava uma só peça com o seu pedestal, hastes, cálices, maçanetas e flores.

 

Por que a Igreja é a luz do mundo?

Enquanto Jesus estava no mundo, Ele era de fato a luz do mundo (Jo 9.5). Mas após a sua ascensão ao Céu, a missão de iluminar este século passou a ser nossa.

 

Como está a sua luz neste momento?

Resposta pessoal.

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

A lâmpada arderá continuamente

 

As obrigações sacerdotais e congregacionais destacadas no Livro do Levítico, e expressadas por meio das lâmpadas acessas continuamente no santuário, e como objeto de estudo nesta semana, quer nos mostrar o compromisso que devemos ter com a nossa vida de cristãos em meio ao mundo sem Deus: um brilho cintilante; um testemunho retumbante; um serviço prestado com amor e verdade.

 

A simbologia do Candelabro

Deus sempre lidou com o seu povo por meio de símbolos. Foi assim quando estabeleceu a Páscoa e outras festas importantes na história israelita. Com o símbolo do Candelabro não era diferente. A ideia de fabricar e estabelecer um Candelabro no santuário, com azeite para garantir a luz das lâmpadas (Ex 25.6), era mostrar ao povo de que este fora separado para exercer uma função profética, sacerdotal e real no mundo. A nação havia sido escolhida por Deus para testemunhar o único criador de todas as coisas. O povo não podia deixar de representar esse reino divino um dia sequer. Por isso, a luz do Candelabro não podia se apagar.

 

Nosso Senhor é a luz perfeita

Entretanto, Israel falhou nessa missão. Só Jesus Cristo, a luz perfeita, deu conta de fazer cumprir integralmente o que a luz do Candelabro representava. Não por acaso, em Apocalipse, o nosso Senhor anda por entre os Candelabros (1.12,13): nosso Senhor é a luz para iluminar um mundo que jaz em trevas (Jo 8.12; Is 9.2).

Assim, a Igreja de Cristo herdou do Senhor Jesus a responsabilidade de brilhar no mundo como luz do Senhor. Segundo o apóstolo Paulo, nós resplandecemos “como astros no mundo” (Fp 2.15). Assim, somos herdeiros do nosso Senhor para iluminar o mundo.

Devemos manter nossa luz brilhando continuamente Ao herdarmos de nosso Senhor a incumbência de ser a luz deste mundo não podemos deixá-la que se apague. Isto só possível estando em Cristo, vivendo uma comunhão verdadeira com irmãos e testemunhando diariamente nosso Senhor por meio da proclamação e do serviço.

A Igreja de Cristo tem a obrigação de brilhar no mundo em que vivemos. Por isso, no texto de Mateus 5, nosso Senhor diz que somos “o sal da Terra” e “a luz do Mundo”. Não podemos perder essa condição da qual nos incumbiu Jesus Cristo. Sem dúvida, é um desafio reluzir num mundo onde a maneira mais comezinha de viver afronta diretamente a santidade e a glória de Deus. Mas nosso Senhor chamou-nos a testemunhar neste mundo com autoridade!