LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

3º Trimestre de 2022

 

Título: Os ataques contra a Igreja de Cristo — As sutilezas de Satanás nestes dias que antecedem a volta de Jesus Cristo

Comentarista: José Gonçalves

 

 

Lição 6: A sutileza das ideologias contrárias à família

Data: 07 de Agosto de 2022

 

 

VÍDEO DE APOIO

 

 

Notas de Aula — Lição 6.

 

 

TEXTO ÁUREO

 

E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.(Gn 2.18).

 

VERDADE PRÁTICA

 

Dentre os muitos perigos que a sociedade contemporânea enfrenta estão aqueles de natureza ideológica que planejam destruir a família.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — Mt 19.6

A família e a união indissolúvel entre homem e mulher

 

 

Terça — Gn 2.24

A família como célula mater da sociedade

 

 

Quarta — 1Tm 3.2

A monogamia como princípio bíblico do casamento

 

 

Quinta — Gn 2.23

O valor e o devido reconhecimento da mulher

 

 

Sexta — Pv 31.15-18

A virtude da mulher na família e na sociedade

 

 

Sábado — Dt 6.6-9

A família e transmissão de valores para os filhos

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Gênesis 2.18-24.

 

18 — E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.

19 — Havendo, pois, o Senhor Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.

20 — E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.

21 — Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.

22 — E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.

23 — E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.

24 — Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.

 

HINOS SUGERIDOS

 

266, 333 e 380 da Harpa Cristã.

 

PLANO DE AULA

 

1. INTRODUÇÃO

 

A família é um projeto especial de Deus. Em sua soberania ele estabeleceu fundamentos que trazem estabilidade a essa magna instituição: monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade. Esses valores blindam a família contra as sutilezas das novas configurações familiares que estão calcadas em ideologias malignas. Assim, nesta lição aprenderemos os princípios bíblicos de uma família sólida que vive na presença de Deus.

 

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição: I) Abordar a família como um projeto especial de Deus; II) Elencar os fundamentos da família cristã; III) Esclarecer as sutilezas da nova configuração familiar; IV) Apontar os princípios bíblicos para uma família sólida.

B) Motivação: Vivemos numa época desafiadora. Novas ideologias têm promovido a “normalização” de novas configurações familiares que nada tem a ver com o propósito de Deus. Como cristãos, de que forma devemos nos comportar diante dessas novas modalidades de união?

C) Sugestão de Método: Uma das características da faixa-etária do adulto é que ele aprende quando deseja. Nesse sentido, a dinâmica da Escola Dominical segue o princípio da voluntariedade. A presença do aluno no domingo pela manhã, ou em outro dia noutras localidades, traz com ele a predisposição para aprender. Por isso, sua aula deve ser bem planejada, estruturada e pensada. Se o aluno está disposto a aprender não podemos perder a oportunidade de ensinar bem. Assim sendo, ao longo da aula procure envolver a classe de maneira que a participação dela seja representada. Faça perguntas, peça para alguém resumir um subtópico, corrija o questionário com a classe.

 

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: A nossa família é o bem maior que Deus nos deu. Nesse sentido, a lição nos convida a um compromisso com Ele e a nossa família. Incentive a classe a orar pela família, a estabelecer uma meta de ensinar a Palavra de Deus sistematicamente e a cultivar os valores da Bíblia no lar. É tempo de buscar a presença de Deus em família. É tempo de viver na presença do Espírito Santo em família.

 

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 91, p.39, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “O Conceito Cristão de Família” é uma reflexão que expande o primeiro tópico a respeito da família como projeto de Deus; 2) O texto “Os Deveres da Família Cristã” traz uma proposta de aplicação dos papéis exercidos pelos membros da família.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Nesta lição mostraremos que a família é um projeto de Deus e que há valores fundamentais sobre os quais ela está edificada. Tratamos aqui também dos perigos que rondam a família cristã. Velhas práticas como a infidelidade conjugal, bem como os modelos alternativos de construção familiar são perigos que demandam nossa atenção. Contudo, há uma narrativa que faz passar a infidelidade conjugal como algo natural e normal. Mudou-se o rótulo, mas o veneno continua mortífero. Por outro lado, os pais devem ter cuidado a respeito das novas distorções da sexualidade como a teoria genderqueer. Vigiemos.

 

 

Palavra-Chave:

 

FAMÍLIA

 

 

I. FAMÍLIA, PROJETO DE DEUS

 

1. Uma instituição divina. Quando consultado pelos fariseus sobre a questão do divórcio, Jesus respondeu: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b). Ao dizer que ninguém separasse o que Deus havia ajuntado, nosso Senhor se referia a constituição familiar. E mais, com essa fala, Jesus reconheceu que a família é uma instituição divina. Foi Deus, e não o homem, que a criou. A família, portanto, é criação de Deus. Esse fato mostra a importância que a família tem no projeto de Deus para a humanidade. Ora, Ele tem um projeto para a humanidade e nele Deus inclui a família; Ele tem um plano para a Igreja, e nele Deus também inclui a família.

2. A célula mater da sociedade. No contexto social, a família é a primeira instituição a ser estabelecida (Gn 2.24). Ela é a célula mater da sociedade, ou seja, na base da sociedade está a família. Na verdade, não poderia haver sociedade ou vida social sem a existência da família. Esse fato é de suma importância para interpretar corretamente qualquer fenômeno social. Não há dúvida de que a desagregação da família moderna está no topo dos principais problemas sociais ora presenciados.

 

 

SINOPSE I

A família é uma instituição divina e, por isso, é a célula mater da sociedade.

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

 

 

O CONCEITO CRISTÃO DE FAMÍLIA

“O casamento cristão pressupõe a formação de uma nova família e, como resultante, o nascimento de filhos. Está inserida na criação dos filhos, a responsabilidade familiar de prover o sustento e todo o cuidado indispensável para o desenvolvimento do ser humano. Por conseguinte, entre outros deveres e obrigações do casal, inclui-se o planejamento familiar. A Declaração de Fé das Assembleias de Deus professa que ‘a família é uma instituição criada por Deus, imprescindível à existência, formação e realização integral do ser humano, sendo composta de pai, mãe e filho(s) — ‘quando houver’. Reitera ainda a Declaração que o ‘pai e a mãe integram, de forma originária, determinante e estruturante, a família, e a eles a Bíblia impõe o dever de sustentar, formar, disciplinar os filhos e instruí-los moral e espiritualmente’” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.102).

 

 

II. FUNDAMENTOS DA FAMÍLIA CRISTÃ

 

1. O casamento monogâmico e heterossexual. No contexto do Novo Testamento, o casamento é monogâmico, isto é, o indivíduo só pode ter um cônjuge. A poligamia era muito praticada no mundo antigo, inclusive no contexto do Antigo Testamento. Contudo, no Novo Testamento o princípio da monogamia não era apenas ensinado, mas, sobretudo, exigido (1Tm 3.2). A poligamia, portanto, deve ser rejeitada como uma forma distorcida e pervertida da construção familiar.

Da mesma forma, o casamento bíblico é heterossexual, isto é, constituído por um homem e uma mulher. Quando Deus criou o primeiro casal os chamou de macho e fêmea (Gn 1.27). Por isso, Jesus disse que Deus criou homem e mulher (Mt 19.4). Isso mostra que o gênero é baseado no sexo biológico. Não há um terceiro sexo. Biblicamente, o casamento deve e precisa ser heterossexual — constituído por um macho e uma fêmea, um homem e uma mulher.

2. O casamento indissolúvel e confessional. Outro princípio do casamento bíblico é que ele é indissolúvel. Jesus disse que o que Deus ajuntou não separe o homem (Mt 19.6). O casamento bíblico é feito para durar. Já foi dito neste trimestre que Jesus reconheceu a cláusula de exceção, o adultério, como um acontecimento que pode pôr fim ao casamento (Mt 19.9). Nesse caso há ainda a possibilidade do perdão por parte do cônjuge traído, o que faz com que o casamento não seja dissolvido. Há ainda a questão do abandono por parte do não crente, que, segundo o apóstolo Paulo, deixaria o cônjuge abandonado não sujeito à servidão (1Co 7.15). Contudo, deve-se observar que essas são exceções, e não a regra. Ainda, outro princípio importante para considerar no contexto do casamento cristão é a questão da confessionalidade. A Escritura preceitua que não deve haver união entre o crente e o incrédulo (2Co 6.14).

 

 

SINOPSE II

Monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade são fundamentos da família cristã.

 

 

III. A SUTILEZA DA NOVA CONFIGURAÇÃO FAMILIAR

 

1. Casamento entre pessoas do mesmo sexo. Em maio de 2011, o Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceu a união homoafetiva como núcleo familiar como qualquer outro. Isso porque não havia e nem há uma lei aprovada no Congresso Nacional que legisle sobre esse assunto. A partir do entendimento firmado pelo STF em maio de 2011, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou, em outubro daquele ano, que o mesmo reconhecimento se aplicava para os casamentos. Para evitar a falta de reconhecimento nos cartórios, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou uma resolução em que regulamentava os trâmites e proibia os cartórios de recusar a celebração de casamento civil e a conversão da união estável em casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Essa nova configuração familiar dada pela justiça brasileira provocou reações entre os cristãos, principalmente os evangélicos. Ora, entendemos que a família é formada por homem e mulher, conforme definida na Bíblia, e não entre duas pessoas do mesmo sexo (cf. Gn 2.24). O próprio Jesus afirmou que, no princípio, Deus fez macho e fêmea (Mt 19.4).

2. Sexualidade não-binária. Uma pessoa “não-binária” é aquela que não se percebe como pertencendo a um único gênero. Nesse aspecto, ela acredita que a expressão de gênero não se limita ao sexo masculino e feminino. Essa pessoa é genderqueer. Assim uma pessoa não-binária pode achar que não é homem ou mulher. Nesse caso, teria uma ausência de gênero, ou ainda pode achar que é as duas coisas ao mesmo tempo. Isso significa que mesmo tendo o órgão genital de determinado sexo não se reconhece dentro desse gênero. Evidentemente que isso contradiz a forma de expressão da sexualidade conforme revelada na Bíblia (Lv 18). É também uma negação das leis biológicas que define os sexos masculinos e femininos.

 

 

SINOPSE III

A nova configuração familiar se caracteriza pela normalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo e da sexualidade não-binária.

 

 

IV. PRINCÍPIOS BÍBLICOS PARA UMA FAMÍLIA SÓLIDA

 

1. O papel dos pais. Os pais têm um papel preponderante na base da formação familiar. Isso significa dizer que os pais têm a missão de transmitir valores a seus filhos (Dt 6.6-9). A educação dos filhos, portanto, deve tomar como princípios os valores ensinados pela Palavra de Deus, a Bíblia (Pv 1.8,9). A crise atual da família é uma crise de valores. Onde há desestruturação familiar, a ausência de valores fortes predomina. Nesse aspecto, de alguma forma, os pais falharam em transmitir ou incutir na formação dos filhos aquilo que os definiria como verdadeiros cidadãos dos céus. No meio dessa guerra cultural, na qual se procura a desconstrução da identidade cristã, não dá para ser neutro. Todos os pais compromissados com a família e a sociedade na qual vivem têm o dever moral de dar a conhecer a seus filhos o que Deus estabeleceu como modelo para a família cristã.

2. O papel da igreja. Alguém já disse que famílias fortes fazem igrejas fortes. Contudo, o inverso também reflete a verdade — igrejas fortes fazem famílias igualmente fortes. Na verdade, a igreja, que é uma extensão familiar bem mais ampla, já que é constituída de várias famílias, é uma entidade terapêutica onde a família pode ser curada. É missão da igreja também curar uma sociedade doente (1Pe 2.9,10). Por outro lado, uma igreja doente, não acolhedora e distante da sociedade, não está cumprindo a missão para a qual foi chamada. É preciso atenção para isso.

Uma família cristã sadia tem na igreja uma forte base espiritual. A igreja faz parte de sua vida. Isso significa que uma família forte faz parte ativamente da igreja. Evidentemente que os filhos devem ser criados nesse contexto em que os valores cristãos são transmitidos.

 

 

SINOPSE IV

Os pais e a igreja têm papéis importantes na manutenção dos valores da família.

 

AUXÍLIO VIDA CRISTÃ

 

 

“OS DEVERES DA FAMÍLIA CRISTÃ

Em sua Epístola aos Efésios, Paulo trata dos deveres dos maridos, das esposas e dos filhos (Ef 5.21-33; 6.1-4). Como fundamento para esses deveres, o apóstolo estabelece a regra da sujeição mútua (Ef 5.21). Nem o marido é sem a mulher e nem a mulher é sem o marido (1Co 11.11). No texto bíblico, as mulheres recebem a incumbência de serem submissas aos esposos (Ef 5.22), os maridos são exortados a amar suas mulheres do mesmo modo como Cristo amou a Igreja (Ef 5.25), e os filhos são orientados a obedecer e honrar pai e mãe (Ef 6.1,2). Uma família cristã que observa esses princípios vive em harmonia, e as deliberações são tomadas de comum acordo entre o marido e a mulher, cabendo a decisão final à cabeça do lar (Ef 5.23). Não obstante, as decisões do âmbito do lar têm como pressuposto o amor, e não a arbitrariedade ou autoritarismo” (BAPTISTA, Douglas. Valores Cristãos: Enfrentando as questões morais de nosso tempo. 1ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2018, p.109).

 

 

CONCLUSÃO

 

Chegamos ao final de mais uma lição bíblica. Vimos que a família está sob ataque. Desvios sutis procuram descontruir o projeto da família tradicional. Velhas práticas, como a do adultério, estão sendo “vendidas” para as famílias como normal e, até mesmo, necessário para “turbinar” o relacionamento. Um engodo do Diabo. Nesse contexto de desconstrução familiar, os pais devem, mais do que nunca, firmar e inculcar nos filhos os valores da fé que uma vez foi entregue aos santos.

 

VOCABULÁRIO

 

Incutir: Infundir, introduzir, suscitar, inspirar.

Trâmites: Procedimentos para determinado fim; o que conduz a algum ponto.

União estável: Instituto jurídico que estabelece legalmente a convivência entre duas pessoas, tornando essa união similar ao casamento civil.

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1. O que Jesus respondeu aos fariseus, quando consultado a sobre o divórcio?

Quando consultado pelos fariseus sobre a questão do divórcio, Jesus respondeu: “Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem” (Mt 19.6b).

 

2. O que a família é no contexto social?

No contexto social, a família é a primeira instituição a ser estabelecida (Gn 2.24). Ela é a célula mater da sociedade, ou seja, na base da sociedade está a família.

 

3. Quais os fundamentos da família cristã?

Monogamia, heterossexualidade e indissolubilidade são fundamentos da família cristã.

 

4. O que é uma pessoa não-binária?

Uma pessoa “não-binária” é aquela que não se percebe como pertencendo a um único gênero.

 

5. Qual o papel dos pais?

Os pais têm um papel preponderante na base da formação familiar. Isso significa dizer que os pais têm a missão de transmitir valores a seus filhos (Dt 6.6-9).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

A SUTILEZA DAS IDEOLOGIAS CONTRÁRIAS À FAMÍLIA

 

A sociedade dos dias atuais tem aderido a padrões morais e éticos que revelam o quanto as famílias têm preferido afastar-se de qualquer orientação religiosa. Possuir uma religião já não é uma necessidade. Muitas famílias não mais praticam — ou decidiram não levar adiante — o legado religioso familiar.

Na visão materialista de alguns pais, criar os filhos a partir dos bons costumes cristãos se tornou prática efêmera. Para alguns, o(a) filho(a) deve ter autonomia para decidir sua orientação sexual, as amizades, a liberdade sexual na adolescência ou seu futuro acadêmico e profissional. Esse tipo de comportamento vem prevalecendo e não por acaso. A construção do costume é resultado da compreensão de valores, sejam estes cristãos ou secularizados. Há famílias que entendem que os valores tradicionais estariam antiquados e não se adequariam à sociedade de hoje. A sociedade, por sua vez, avalia a compreensão do que é ideal para o bem-estar e qualidade de vida da população a partir da política e da educação, só que esse entendimento pode sofrer influências negativas em razão de grupos sociais que tentam impor na sociedade, via política e educação, certos padrões de comportamento com o argumento de que o ser humano deve ser “livre” para ser feliz à sua maneira. O que esses grupos almejam é o apoio da sociedade para que qualquer posicionamento contrário ao deles seja interpretado como preconceito. Para estes, não há “verdade absoluta”. Todavia, a liberdade não pode ser confundida com libertinagem na tentativa de normalizar aquilo que a sociedade, amplamente formada por famílias conservadoras, compreende como pernicioso. Esse é o contexto das ideologias, do “sistema de ideias sustentadas por um grupo social, as quais refletem, racionalizam e defendem os próprios interesses e compromissos institucionais, sejam estes morais, religiosos, políticos ou econômicos” (HOUAISS, 2009).

Muitas ideologias têm surgido, dentre elas a ideologia de gênero, que faz oposição aos valores cristãos. Isso se deve à rejeição de seus proponentes aos ensinamentos da Palavra de Deus, objetivando viver livres de qualquer “obrigação religiosa”. Seus simpatizantes afirmam que a identidade de gênero está associada à forma como a pessoa se identifica ou como se percebe enquanto indivíduo no que diz respeito à sua orientação sexual. Segundo eles, esse aspecto é construído de forma histórico-cultural e, portanto, não é fruto da sua escolha. Tal argumento contraria o que Deus estabeleceu em Sua Palavra: “Assim Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1.27 — NAA). A igreja não pode se furtar de exercer seu papel de defensora dos valores bíblicos, evitando a desestruturação familiar.