LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

 

 

3º Trimestre de 2022

 

Título: Imitadores de Cristo — Ensinos extraídos das palavras de Jesus e dos apóstolos

Comentarista: Thiago Brazil

 

 

Lição 2: Ser discípulo: Uma jornada de aprendizagem

Data: 10 de Julho de 2022

 

 

TEXTO PRINCIPAL

 

E percorria Jesus toda a Galileia, ensinando nas suas sinagogas, e pregando o evangelho do Reino, e curando todas as enfermidades e moléstias entre o povo.(Mt 4.23).

 

RESUMO DA LIÇÃO

 

A jornada com Jesus de Nazaré é um convite ao melhoramento contínuo.

 

LEITURA DA SEMANA

 

SEGUNDA — Mt 4.19

A santa convocação

 

 

TERÇA — Rm 12.2

Mudar para ser quem somos

 

 

QUARTA — Mt 10.19

Capacitados para proclamar

 

 

QUINTA — Fp 3.8

Perdendo tudo para ganhar o que importa

 

 

SEXTA — 1Co 9.16

O imperativo da evangelização

 

 

SÁBADO — 2Co 3.18

Conhecendo a glória de Cristo

 

OBJETIVOS

 

  • EXPLICAR o chamado de Jesus Cristo para os seus filhos(as);
  • SABER que a vida cristã é feita de escolhas;
  • MOSTRAR aspectos da nossa jornada ao lado de Jesus Cristo.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado(a) professor(a), na lição deste domingo estudaremos a respeito do chamado de Jesus Cristo para todos os seus filhos(as). Os primeiros discípulos foram desafiados pelo Mestre a largar a segurança da rotina de suas vidas para uma vida de renúncia e sacrifício. Jesus escolheu doze discípulos e alguns deles eram pescadores, homens simples, imersos na dureza da vida, mas com uma grande responsabilidade: ajudar o Mestre na divulgação do Reino de Deus. Jesus também chamou você para uma missão especial. Qual a sua resposta diante do chamado dEle para sua vida? Saiba que todo discípulo tem algo a abandonar e que a caminhada com Jesus exige renúncia em vários aspectos da vida e também aprendizado.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor(a), reproduza o quadro abaixo. Utilize-o para mostrar aos alunos algumas das principais características dos primeiros discípulos de Jesus.

 

 

TEXTO BÍBLICO

 

Mateus 4.19-22.

 

19 — E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens.

20 — Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no.

21 — E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os.

22 — Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

A narrativa de Mateus a respeito da trajetória de Jesus, se inicia com uma forte ênfase na vocação daqueles que viveram como discípulos do Mestre. Para um leitor desatento, a radicalidade do convite lançado por Cristo, pode até passar despercebido. Entretanto, basta nos colocarmos no lugar daqueles que foram desafiados a abandonar a segurança da rotina de suas vidas que compreenderemos parte do nosso desafio na sociedade atual. Menos mundo, mais Cristo! É o que vamos tratar na lição deste domingo.

 

 

I. MAIS QUE UM CHAMADO: UM RETORNO

 

1. É preciso uma poderosa transformação para sermos seguidores de Jesus. O registro da vocação de Pedro, João, André e Tiago, os pescadores da Galileia, é um dos momentos mais emblemáticos dos Evangelhos (Mt 4.18-25; Mc 1.14-20; Lc 5.1-11). Tanto porque eles são os primeiros daquela geração a quem Cristo convida para segui-lo, como pela estratégia adotada pelo Salvador para o chamamento deles. Eram homens experimentados na arte da pescaria e que tinham plena convicção de que aquilo que havia acontecido era fruto de um ato sobrenatural (Lc 5.7). A prova é que Pedro se humilha imediatamente diante daquEle que ele reconheceu como portador da glória divina (Lc 5.8,9). É nesse cenário de perplexidade que Jesus lança o maravilhoso convite aos pescadores: venham comigo exercer o verdadeiro trabalho para o qual vocês foram criados pelo Eterno. Que trabalho é este? Acolher pessoas nas redes do amor de Deus (Mt 4.19; Mc 1.17; Lc 5.10). Assim é o convite do Evangelho, devemos mudar tudo para sermos seguidores de Jesus (Rm 12.2).

2. O amor nos escolheu. O que havia de especial naquela equipe de pescaria? Nada! Não existia algo mais comum, naquela época, que um grupo de homens que trabalhassem no mar. Sim, os primeiros apóstolos viviam na obscuridade, imersos na dureza da vida cotidiana, mas a luz do Evangelho lhes é apresentada (2Co 4.4) e o Reino lhes é manifesto (Ef 3.5). Se a missão de Jesus passava pela salvação do mundo, a decisão mais óbvia seria construir uma equipe que fosse formada por peritos no assunto, no contexto de Jesus: sacerdotes, escribas e fariseus. Mas o Mestre contraria todas as expectativas e opta por escolher gente sem formação religiosa formal (At 4.13), contudo, com corações quebrantados. Não foi uma seleção arbitrária, antes foi uma decisão meticulosamente tomada com a intenção de obter o melhor resultado possível para a Glória de Deus (Jo 15.16). Sim, assim como eles, nós não merecemos nada, tudo é graça e amor (2Ts 2.16), e por isso mesmo devemos valorizar em grande estima o ministério que temos recebido do Altíssimo (2Co 3.7-9). Se Jesus chamou você, que se sente pecador e limitado, para uma inacreditável tarefa, siga-o! Ele bem sabe as escolhas que faz.

3. O convite para viver a serviço do Reino. Não houve uma detida explicação de Jesus aos primeiros discípulos. Os admirados pescadores não receberam um contrato com garantias e benefícios, eles foram simplesmente convidados: abandonem tudo e venham comigo para fazer coisas grandiosas para Deus! As repercussões que nasceriam a partir daquela manhã que parecia tão comum eram inimagináveis. Mas, o poder da revelação de Cristo foi tamanho, que Pedro, André, João e Tiago não hesitaram, seguiram ao desconhecido pregador imediatamente. E você, está disposto(a) a priorizar o Reino de Deus em sua vida? Você conhece Jesus o suficiente para ir agora com Ele a qualquer lugar e fazer o que Ele mandar?

 

SUBSÍDIO I

 

 

Prezado(a) professor(a), explique aos alunos que “Jesus disse a Pedro e a André que deixassem de ser pescadores de peixes e passassem a ‘pescar’ pessoas, ajudando-as a encontrar Deus. Jesus os chamou para abandonarem o comércio produtivo e serem espiritualmente produtivos. Todos nós precisamos ‘pescar almas’. Se praticarmos os ensinamentos de Cristo e compartilhamos as Boas Novas com os outros, poderemos atrair os que estão a nossa volta para Jesus, como um pescador atrai os peixes com o auxílio de iscas.” (Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro: CPAD. p.1221).

 

 

II. A VIDA CRISTÃ É FEITA DE ESCOLHAS

 

1. Sempre existe uma escolha. Os Evangelhos apontam que a natureza do chamado divino sempre é convidativa, nunca é uma imposição. É claro que Pedro e seus amigos pescadores poderiam rejeitar a proposta de Jesus, o jovem rico fez isso (Mc 10.22), os gadarenos (Mc 5.17) e também os habitantes de Cafarnaum (Mt 13.58). É lógico que Jesus é e será sempre a melhor decisão de nossas vidas. Mas infelizmente, muitas vezes as pressões externas tentam sabotar nosso relacionamento com o Salvador, tentando nos levar a uma postura dúbia com relação ao Reino e nossas responsabilidades espirituais. Todas as vezes que o Espírito Santo mobilizar nossos corações, que possamos estar atentos à voz divina e que assim sigamos o Mestre no caminho que Ele tem preparado para cada um de nós (Hb 3.15).

2. A natureza missiológica da vocação. O Reino de Deus é um projeto para todos, por isso, sempre que alguém é alcançado pelo Evangelho de Cristo tal pessoa é mobilizada por um ímpeto evangelístico (Mc 16.15). Assim como não existe “Cristianismo egoísta”, também não há cristão incapaz de falar das glórias do amor do Salvador. Esse tipo de princípio nos leva a refletir a respeito de nossa prática evangelística. Ora, estamos preocupados apenas com os nossos planos e viramos as costas para os perdidos? Um cristão que não sente o mover do Espírito o impulsionando para conduzir outros ao amor de Deus, não é cristão e não possui de fato uma experiência salvífica com o Redentor que morreu no Calvário (1Co 9.16). No caso de André e João, a bênção do Evangelho não ficou restrita a eles, mas também ao seu entorno, de tal modo que ainda nos instantes iniciais de sua fé em Cristo eles puderam abençoar também a vida de outras pessoas. Caso de grande semelhança é o da mulher de Samaria (Jo 4.28-30).

3. Esteja preparado para as renúncias. O prêmio que o Evangelho traz implica em muitos abandonos e perdas. Nunca fomos enganados. Desde sempre fomos avisados sobre as tributações que enfrentaríamos em virtude do relacionamento sincero que teríamos com Cristo (Jo 16.33). Paulo, por sua vez, também nos anuncia que a situação daqueles que se dedicarem de modo autêntico a Jesus e seu Reino não serão aplaudidos pelo mundo, nem receberão os louros da história (2Tm 3.12). Todavia, tudo vale a pena em nome de um relacionamento e conhecimento intenso com o nosso Pai Celeste (Fp 3.8). Os pescadores perderam, de imediato, a estabilidade de suas vidas, o aconchego de seus lares e familiares, contudo, eles seguiram em uma jornada incrível.

 

SUBSÍDIO II

 

 

Professor(a), explique que “trabalhar para Cristo, como a Bíblia o requer significa tributar-lhe, em obras sacrificiais, toda a nossa afeição e amor. O serviço cristão é imprescindível para o nosso crescimento espiritual; sem ele, pode haver até Cristianismo; seguidores do Nazareno, não.” (ANDRADE, Claudionor. As Disciplinas da Vida Cristã: Como Alcançar a Verdadeira Espiritualidade. Rio de Janeiro: CPAD. 2008, p.70).

 

 

III. A NOSSA JORNADA AO LADO DO MESTRE

 

1. Por que era necessário segui-lo? Essa resposta pode ser respondida de modo muito objetivo: porque viver com Jesus é inefável, indescritível e inexprimível. Segundo o texto de João 21.25 “há, porém, ainda muitas outras coisas que Jesus fez; e, se cada uma das quais fosse escrita, cuido que nem ainda o mundo todo poderia conter os livros que se escrevessem”. Tudo o que disseram sobre Ele é suficiente para revelar a graça da salvação. Mas seria apenas uma pequena fração de tudo aquilo que poderia ser dito sobre quem é e o que fez Jesus nosso Sacerdote. Em um período de comunicações precárias, a vivência da experiência cristã era algo fundamental, pois somente aqueles que tivessem a oportunidade de contemplar a magnitude do ministério de Jesus poderiam depois olhar-se como dignos embaixadores. O privilégio dos olhos que viram os milagres, dos pés que caminharam junto ao Mestre da Galileia, deve nos entusiasmar a também buscar nossas experiências pessoais com o Salvador, sempre tendo as Escrituras como nosso paradigma insubstituível.

2. A dinamicidade da proclamação do Reino. O testemunho dos pescadores da Galileia nos serve de referência para compreender uma característica fundamental do anúncio do Evangelho: quando “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”, Ele veio para ser mais do que mera retórica (Jo 1.1-14). Em um mundo como o nosso, é urgente que o Cristianismo seja mais do que enunciados vazios. O Evangelho é o anúncio da salvação que se constitui como saúde, libertação e esperança para a humanidade (1Ts 1.3). A mensagem de Cristo nunca foi apenas um amontoado de teses, ela é poder que salva e transforma vidas. Onde o Filho de Deus andava, Ele trazia milagres, curas e libertações (Mt 4.23-25). Em resumo: alegria perene e verdadeira a todas as pessoas. Que fique bastante claro que a exaltação de aspecto supérfulo no contexto cristão, idolatria a famosos e busca de fama etc., não têm qualquer valor no Reino. Todavia, as orações, intercessões e visitas que os anônimos realizam por amor a Jesus são importantíssimas aos olhos do Redentor.

3. Aprendendo no caminho. O princípio judaico de Provérbios 22.6 também tem validade para a fé Cristã, dito de outra forma, a melhor maneira de ensinar algo a alguém é dedicando atenção, tempo e respeito a essa pessoa. Por isso, Pedro e seus amigos foram convidados a uma jornada, pois o que eles teriam de aprender era tão importante que demandava aquilo que os escribas e fariseus não conseguiam transmitir em suas lições nas sinagogas: amor e misericórdia. Esse é o cerne de nossa fé, andar com Jesus e assim realizar obras para a glória dEle. O convite de Jesus não é para uma mudança de religião, e sim, para ser uma nova criatura: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17).

 

SUBSÍDIO III

 

 

“Antes de ascender aos céus, o Senhor Jesus comissiona os discípulos a pregarem o Evangelho até os confins da terra (Mt 28.18,19). A igreja que não evangeliza não experimentou ainda a beleza do Serviço Cristão. Portanto, somos constrangidos a demonstrar o amor de Deus, proclamando Cristo a todas as nações.” (ANDRADE, Claudionor. As Disciplinas da Vida Cristã: Como Alcançar a Verdadeira Espiritualidade. Rio de Janeiro: CPAD, 2008, p.75).

 

 

CONCLUSÃO

 

Todo discípulo tem algo a abandonar. Conscientize-se de que a caminhada com Jesus exige a renúncia de aspectos de sua vida que podem parecer importantes. Contudo, quando comparados à superioridade de um relacionamento com o Salvador demonstram-se fúteis e frívolos. Não se esqueça de que a melhor maneira de ensinar algo a alguém é dedicando atenção, tempo e respeito a essa pessoa.

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

SIMPSON, MICHAEL L. Permissão para Evangelizar: Quando Falar. Quando Caminhar. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.

 

HORA DA REVISÃO

 

1. Por que em tantos textos e contexto a Bíblia fala de mudança pessoal, transformação?

Porque o pecado deformou a imagem de Deus em nós, por isso, é necessário mudar para sermos quem realmente somos.

 

2. Seguir a Jesus é uma escolha?

Os Evangelhos apontam que a natureza do chamado divino sempre é convidativa, nunca uma imposição.

 

3. É possível ser cristão descuidado quanto à natureza missiológica do chamado?

Não! Assim como não existe “Cristianismo egoísta” também não há cristão incapaz de falar das glórias do amor (Mt 10.19).

 

4. O seguir a Jesus com fidelidade implica isenção de dores e sofrimentos?

Não! O prêmio que o Evangelho traz implica, necessariamente, muitos abandonos e perdas.

 

5. Qual o cerne da nossa fé?

O cerne da nossa fé, andar com Jesus e assim realizar obras para a glória dEle.