LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

ADULTOS

 

 

3º Trimestre de 2026

 

Título: A Igreja dos Gentios — Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

Comentarista: Wagner Gaby

 

 

Lição 3: A Graça que alcança todas as Nações

Data: 19 de julho de 2026

 

 

TEXTO ÁUREO

 

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.(Ef 2.8).

 

VERDADE PRÁTICA

 

É pela graça que somos alcançados, perdoados e reconciliados com Deus.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — At 15.11

A salvação é afirmada como obra exclusiva da graça do Senhor Jesus

 

 

Terça — At 10.44-48

Deus não faz distinção entre pessoas

 

 

Quarta — Ef 2.8,9

A salvação é um dom gratuito de Deus

 

 

Quinta — Tt 2.11,12

A graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos

 

 

Sexta — Hb 4.16

O trono da graça está aberto para o crente

 

 

Sábado — 2Pe 3.18

Crescendo em graça e conhecimento de Jesus Cristo

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Atos 15.1-5,28,29,36-39.

 

1 — Então, alguns que tinham descido da Judeia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes, conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos.

2 — Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo, Barnabé e alguns dentre eles subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão.

3 — E eles, sendo acompanhados pela igreja, passaram pela Fenícia e por Samaria, contando a conversão dos gentios, e davam grande alegria a todos os irmãos.

4 — Quando chegaram a Jerusalém, foram recebidos pela igreja e pelos apóstolos e anciãos e lhes anunciaram quão grandes coisas Deus tinha feito com eles.

5 — Alguns, porém, da seita dos fariseus que tinham crido se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés.

28 — Na verdade, pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias:

29 — Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos, e do sangue, e da carne sufocada, e da fornicação; destas coisas fareis bem se vos guardardes. Bem vos vá.

36 — Alguns dias depois, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar nossos irmãos por todas as cidades em que já anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estão.

37 — E Barnabé aconselhava que tomassem consigo a João, chamado Marcos.

38 — Mas a Paulo parecia razoável que não tomassem consigo aquele que desde a Panfília se tinha apartado deles e não os acompanhou naquela obra.

39 — E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre.

 

HINOS SUGERIDOS

 

394, 409 e 433 da Harpa Cristã.

 

PLANO DE AULA

 

1. INTRODUÇÃO

 

Esta lição nos convida a uma reflexão madura e bíblica sobre a graça de Deus como fundamento da salvação e da unidade da Igreja. A partir do Concílio de Jerusalém, o estudo evidencia que a fé cristã não se apoia em méritos humanos, mas na ação soberana de Deus em Cristo. Ao ensinar, valorize o diálogo, a experiência de vida dos alunos e a aplicação prática, ajudando-os a compreender, viver e crescer na graça que alcança todas as nações.

 

2. APRESENTAÇÃO DA LIÇÃO

 

A) Objetivos da Lição: I) Analisar com a classe como a graça sustenta a unidade da Igreja em Atos 15; II) Examinar biblicamente a salvação pela graça como oferta universal em Cristo; III) Incentivar a busca constante do trono da graça.

B) Motivação: A graça que alcança todas as nações é essencial porque revela o coração do Evangelho e preserva a fé de legalismos e distorções liberais. Ao compreender a salvação como dom divino, o aluno fortalece sua convicção bíblica, cresce em unidade cristã, e aprende a viver a fé com humildade, gratidão e compromisso diário com Deus.

C) Sugestão de Método: Para reforçar a perspectiva bíblica do oferecimento universal da salvação, no segundo tópico, sugerimos que adote o método do contraste doutrinário guiado pelas Escrituras. Inicie apresentando textos centrais que afirmam a universalidade da graça (Rm 10.13; Tt 2.11; 1Tm 2.3-6) e, em seguida, proponha a comparação respeitosa com correntes que restringem a salvação a um grupo previamente determinado. Estimule a classe a examinar o contexto bíblico, a coerência do caráter amoroso de Deus e a responsabilidade humana na resposta da fé. O objetivo é capacitar o aluno a defender, com mansidão e clareza, que a graça é suficiente e oferecida a todos.

 

3. CONCLUSÃO DA LIÇÃO

 

A) Aplicação: À luz do ensino bíblico, o cristão é chamado a viver sob o governo da graça, rejeitando todo legalismo e toda indiferença espiritual. Quem foi alcançado pela graça de Deus responde com fé obediente, compromisso com a santidade e disposição para anunciar que a salvação em Cristo está disponível a todos.

 

4. SUBSÍDIO AO PROFESSOR

 

A) Revista Ensinador Cristão. Vale a pena conhecer essa revista que traz reportagens, artigos, entrevistas e subsídios de apoio à Lições Bíblicas Adultos. Na edição 106, p.37, você encontrará um subsídio especial para esta lição.

B) Auxílios Especiais: Ao final do tópico, você encontrará auxílios que darão suporte na preparação de sua aula: 1) O texto “A Importância da Circuncisão”, localizado depois do primeiro tópico, traz o contexto cultural da discussão de Atos 15; 2) O texto “A Graça que Respeita”, localizado ao final do segundo tópico, aprofunda a reflexão da operação da Graça de Deus diante da cultura alheia.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

A expansão do Evangelho entre os gentios trouxe grande alegria à Igreja, mas também revelou um dos primeiros desafios doutrinários do Cristianismo. Com o retorno de Paulo e Barnabé a Antioquia da Síria, após a evangelização da Ásia Menor, surgiu uma controvérsia que ameaçava a unidade da fé: a salvação estaria condicionada à observância da Lei de Moisés? Cristãos oriundos do farisaísmo passaram a exigir a circuncisão dos gentios convertidos, provocando um debate decisivo sobre a natureza da graça. Diante dessa crise, a Igreja buscou discernimento espiritual e fidelidade às Escrituras, culminando numa decisão importante, no Concílio de Jerusalém, que mostrou que a Graça de Deus alcança todas as nações.

 

 

Palavra-Chave:

 

GRAÇA

 

 

I. QUANDO A GRAÇA PRESERVA A UNIDADE DA IGREJA

 

1. O Concílio de Jerusalém. Realizado entre 48 e 50 d.C., o Concílio reuniu apóstolos, presbíteros e a igreja para tratar da controvérsia levantada pelos judaizantes, que defendiam a circuncisão como requisito para a salvação (At 15.1,5). Contudo, tal exigência contrariava o ensino bíblico, pois a circuncisão nunca foi meio de justificação (Rm 2.25-29). Sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a Igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.

2. O relatório de Pedro (vv.7-11). Pedro relembra de sua experiência na casa de Cornélio, mostrando que Deus concedeu o Espírito Santo aos gentios mediante a fé, e não por obras da Lei (At 10.44-46; Gl 3.2). Sem fazer distinção entre judeus e gentios, Deus purificou seus corações pela fé (At 10.34-48). Assim, Pedro questiona a imposição do jugo da Lei e afirma que todos são salvos pela graça do Senhor Jesus Cristo (At 15.11).

3. O relatório de Paulo e Barnabé (v.12). Em seguida, Paulo e Barnabé relatam como Deus confirmou a missão gentílica por meio de sinais e prodígios (At 4.30). Milagres como a cegueira do mágico cipriota, a cura em Listra e o livramento de Paulo, testemunham a aprovação divina (At 13.8-11; 14.8-10; 14.19,20). Além disso, destacam que os gentios foram salvos pela graça, sem a exigência da Lei (At 13.12,44,48).

4. O discurso de Tiago (vv.13-21). Tiago, o Justo, irmão do Senhor e líder respeitado da igreja, preside o Concílio com discernimento espiritual (Gl 2.9). Após ouvir os testemunhos, reconhece que Deus visitou os gentios para formar dentre eles um povo para o Seu nome. Fundamenta sua proposta nas Escrituras, citando Amós (Am 9.11,12), mostrando que a inclusão dos gentios já fazia parte do plano redentor. Assim, afirma que a missão gentílica não contradiz a revelação, mas a cumpre. O Concílio decide não impor a Lei mosaica aos gentios, recomendando apenas a abstinência de práticas que comprometeriam a comunhão: idolatria, imoralidade sexual, carne sufocada e sangue. A decisão é comunicada por carta às igrejas gentílicas, enviada com Paulo, Barnabé, Judas e Silas, reafirmando a direção do Espírito Santo (At 15.28) e trazendo consolo e unidade. Após isso, surge a divergência entre Paulo e Barnabé quanto a João Marcos, resultando na separação dos dois líderes. Ainda assim, a obra missionária prossegue, e Marcos é posteriormente restaurado (Cl 4.10; 2Tm 4.11).

A decisão do Concílio revelou que a graça que preserva a unidade da Igreja é a mesma que Deus oferece como dom de salvação a todos, sem distinção.

 

 

SINOPSE I

O Concílio de Jerusalém confirma a graça como base da unidade cristã.

 

AUXÍLIO BÍBLICO-EXEGÉTICO

 

 

“A IMPORTÂNCIA DA CIRCUNCISÃO

 

A circuncisão era uma das práticas mais importantes do judaísmo, era central para a identidade judaica. Outras alianças tinham sinais diferentes (por exemplo, o arco no céu, Gn 9.12,13,17), mas a circuncisão colocava a marca da aliança na própria carne da pessoa (17.11,13). A centralidade da circuncisão na vida judaica regular antes de Adriano pode ser exemplificada na reunião de convidados nas noites entre o nascimento de um menino e sua circuncisão no oitavo dia de vida. Uma obra pré-cristã opinava que a falha de alguns judeus — ‘filhos de Belial’ — em circuncidar seus filhos traria a ira sobre toda Israel por apostasia (Jub. 15.33,34). [...] O preço pago por Israel para manter a circuncisão poderia tornar o povo judeu muito mais leal a ela. Israel enfrentou o ridículo por causa dessa marca, razão pela qual alguns judeus tentavam apagá-la. Algumas mulheres tiveram de enfrentar a morte para circuncidar seus filhos; um opressor atirou-as do muro da cidade. Como a circuncisão era o sinal da aliança de Abraão, podia, pela justaposição com Êxodo 4.22,23 e com 4.24-26, ser relacionada com a redenção. Por isso, mais tarde, os rabinos falavam do mérito envolvido na circuncisão.” (KEENER, Craig S. Comentário Exegético Atos: Capítulos 15.1 a 23.35. Rio de Janeiro: CPAD, 2024, p.2623)

 

AMPLIANDO O CONHECIMENTO

 

 

A GRAÇA DO SENHOR JESUS

 

“A questão crucial no concílio de Jerusalém era se a circuncisão (isto é, a remoção do prepúcio como um sinal do Antigo Testamento da aceitação do concerto de Deus) e a obediência à Lei que Deus deu através de Moisés eram necessárias para a salvação. Aqueles que receberam esta delegação concluíram que os gentios (isto é, aqueles que não eram judeus) estariam sendo espiritualmente salvos pela graça do Senhor Jesus.” Amplie mais o seu conhecimento lendo a Bíblia de Estudo Pentecostal: Edição Global, editada pela CPAD, p.1972.

 

 

II. UM PRESENTE DE SALVAÇÃO PARA TODOS

 

1. O que é a graça de Deus? A palavra grega cháris significa favor, bondade e dom imerecido. No Novo Testamento, a graça descreve a iniciativa soberana de Deus em salvar o ser humano, não por obras ou méritos, mas por amor e misericórdia (Ef 2.8,9). Diante do drama universal do pecado, que separou toda a humanidade de Deus (Rm 3.23), a graça se apresenta como o único meio de reconciliação. A Lei revela o pecado, mas não salva; somente a graça concede vida, pois onde abundou o pecado, superabundou a graça (Rm 5.20).

2. Jesus Cristo como a manifestação da graça. A graça alcança sua plena expressão na pessoa e na obra de Jesus Cristo. Por amor, Ele se fez pobre para nos enriquecer espiritualmente (2Co 8.9). Em Cristo, a graça não apenas perdoa, mas justifica e transforma, conduzindo o crente a uma vida santa e piedosa (Rm 3.24; Tt 2.11,12). Sua morte substitutiva e ressurreição garantem redenção, perdão e nova vida àqueles que creem (Jo 1.17).

3. A graça é para todos os povos — sem exceção. O Concílio de Jerusalém confirmou que a salvação não exige a observância da Lei mosaica, sendo oferecida igualmente a judeus e gentios pela graça, mediante a fé (At 15.11). Em Cristo, não há barreiras étnicas, culturais ou religiosas. Todo aquele que invoca o nome do Senhor será salvo (Rm 10.13). Essa graça universal deve ser recebida pela fé em Jesus Cristo, o único Salvador (Ef 2.8; Tt 3.4-7).

Diante dessa graça tão ampla e suficiente, somos chamados não apenas a recebê-la, mas a viver sob o seu governo. A graça que salva também ensina, corrige e fortalece. Quem foi alcançado por ela responde com gratidão, fé perseverante e uma vida que glorifica a Deus em obediência e amor.

 

 

SINOPSE II

A graça de Deus oferece a salvação a todos por meio de Jesus Cristo.

 

AUXÍLIO BÍBLICO-TEOLÓGICO

 

 

A GRAÇA QUE RESPEITA

 

“Em seguida, vem o âmago da mensagem. Pareceu bem — edoxe, cf. 22,25 — ao Espírito Santo e a nós (28). Dessa forma, os apóstolos e os anciãos estavam expressando sua convicção da presença da divina autoridade na decisão que haviam tomado. Pedro e João lembraram a promessa de Jesus aos discípulos: ‘Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade’ (Jo 16.13). Eles haviam recebido o Espírito Santo no Pentecostes e agora podiam afirmar ter recebido a orientação divina. A decisão era não vos impor mais encargo algum, senão estas coisas necessárias — as coisas necessárias para evitar ofender seus irmãos judeus em Cristo. Lumby entende dessa maneira: ‘Enquanto eles (em Jerusalém), seguindo a sugestão do Espírito, estavam deixando de lado seus arraigados preconceitos contra qualquer relação com os gentios, afirmavam que os gentios, por sua vez, deveriam considerar carinhosamente os escrúpulos dos judeus.’” (Comentário Bíblico Beacon: João a Atos. Rio de Janeiro: CPAD, 2014, pp.324,325).

 

 

III. CRESCENDO NA GRAÇA

 

1. Como nos aproximar do trono da graça (Hb 4.16). Crescer na graça e no conhecimento de Cristo pressupõe amadurecimento espiritual contínuo (2Pe 3.18). Assim, o acesso ao trono da graça ocorre com confiança, não fundamentada em méritos humanos, mas na obra redentora de Cristo, que removeu a barreira do pecado (Hb 10.19-22; Ef 3.12). Além disso, aproximamo-nos com fé viva e reverência, pois sem fé é impossível agradar a Deus (Hb 11.6). Do mesmo modo, essa aproximação exige humildade e coração quebrantado, que o Senhor jamais despreza (Sl 51.17). Por isso, o trono é chamado de Trono da graça: dele procedem misericórdia, perdão, socorro e poder espiritual.

2. Quando devemos nos achegar ao trono da graça? As Escrituras orientam que busquemos a graça “em tempo oportuno” (Hb 4.16). Isso significa que o auxílio divino está sempre disponível no momento exato da necessidade. Com efeito, Deus é socorro bem presente na angústia (Sl 46.1) e jamais se atrasa. Portanto, o trono da graça não é inacessível nem reservado a poucos, mas permanece aberto a todos os crentes, que podem se achegar com confiança, hoje e sempre, pela fé em Jesus Cristo.

3. O que recebemos ao nos achegarmos ao trono da graça? Ao nos aproximarmos de Deus, recebemos misericórdia, perdão, fortalecimento espiritual e capacitação para viver segundo a sua vontade (Rm 3.24; Fp 2.13). Assim, toda a vida cristã depende dessa graça, desde a salvação até o crescimento contínuo em Cristo (Tt 2.11,12; 2Pe 3.18). Além disso, Deus comunica sua graça por meios espirituais ordenados: a Palavra (2Tm 3.15), a pregação do Evangelho (Rm 1.16), a oração (Hb 4.16), o jejum (Mt 6.16-18), a adoração (Cl 3.16), a plenitude do Espírito Santo (Ef 5.18) e a comunhão à mesa do Senhor (At 2.42).

 

 

SINOPSE III

Crescer na graça é viver dependente de Deus por fé e comunhão.

 

 

CONCLUSÃO

 

Resumindo, o Concílio de Jerusalém reafirmou que a salvação é exclusivamente pela graça, abrindo caminho para a expansão universal do Evangelho (Ef 2.8,9). Desse modo, esse marco histórico ensina que a Igreja deve enfrentar desafios doutrinários com fidelidade bíblica, humildade pastoral e plena dependência do Espírito Santo, cumprindo sua missão entre todas as nações (Mt 28.19,20).

 

REVISANDO O CONTEÚDO

 

1. Qual foi a principal controvérsia doutrinária tratada no Concílio de Jerusalém?

A defesa da circuncisão como requisito para a salvação (At 15.1,5). Mas sob a liderança de Tiago e a direção do Espírito Santo, a Igreja reconheceu que a salvação alcança todas as nações pela graça.

 

2. No subtópico sobre o “discurso de Tiago”, qual é a decisão do Concílio e o que ele recomenda?

O Concílio decide não impor a Lei mosaica aos gentios, recomendando apenas a abstinência de práticas que comprometeriam a comunhão: idolatria, imoralidade sexual, carne sufocada e sangue.

 

3. Por que a graça de Deus é o único meio de salvação para todos os povos e como ela se apresenta?

Diante do drama universal do pecado, que separou toda a humanidade de Deus (Rm 3.23), a graça se apresenta como o único meio de reconciliação.

 

4. De acordo com Hebreus 4.16, com quais atitudes espirituais o crente deve se aproximar do trono da graça?

Com fé viva, reverência, humildade e coração quebrantando.

 

5. Segundo a lição, quais bênçãos o crente recebe ao se achegar ao trono da graça de Deus?

Ao nos aproximarmos de Deus, recebemos misericórdia, perdão, fortalecimento espiritual e capacitação para viver segundo a sua vontade (Rm 3.24; Fp 2.13).

 

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

 

 

A GRAÇA QUE ALCANÇA TODAS AS NAÇÕES

 

Em Cristo não há barreiras étnicas, culturais ou religiosas. A graça de Deus está disponível a todo aquele que crer no sacrifício de Jesus Cristo e o reconhece como seu único e suficiente Salvador (Ef 2.8). Esta verdade é endossada pelo apóstolo Paulo na Carta Pastoral escrita a Timóteo, quando afirma que a vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade (1Tm 2.4). Desse modo, a graça de Deus é abrangente a todos os povos, sem que haja exceção. Outrossim, a compreensão desta doutrina requer a renúncia, sem hesitar, a qualquer forma de preconceito étnico-religioso. Isso significa que em Cristo não há judeu nem grego, mas todos são chamados a fazer parte de um só Corpo (Gl 3.28). Logo, as barreiras que impediam a experiência da salvação já não existem mais, porquanto, Jesus as derribou por intermédio de seu sacrifício na cruz do Calvário (Ef 2.14,15). Essa mesma graça é aquela que alcança, convence e converte, mas não se trata de uma proposta que não pode ser rejeitada, como afirmam alguns teólogos. A graça existe para revelar o amor de Deus que chama todos ao arrependimento. Ele entregou o seu Filho Unigênito a fim de que todo aquele que nEle crer não pereça, mas prove da vida eterna (Jo 3.16). Ocorre que nem todos aceitam recebê-la, semelhante ao que fizeram os do seu próprio povo (Jo 1.11,12). Mas a todos quantos O receberam Deus lhes concede o privilégio de se tornarem filhos de Deus, aos que creem no seu nome (v.12). Uma definição mais especifica do Dicionário Vine (CPAD) discorre que a graça é “por parte do doador, a disposição graciosa ou amigável da qual procede o ato benevolente, graciosidade, ternura, clemência, a boa vontade em geral (At 7.10); especialmente com referência ao favor divino ou ‘graça’ (At 14.26); sob este aspecto, há ênfase em sua liberdade e universalidade, seu caráter espontâneo, como no caso da misericórdia redentora de Deus, e o prazer ou alegria que Ele designa para o recipiente; desta forma, é posto em contraste com a dívida (Rm 4.4,16), com obras (Rm 11.6), e com lei (Jo 1.17)” (2002, pp.679,680). Em outras palavras, Deus, em sua soberania, decidiu por vontade própria, oferecer o perdão da dívida àqueles que não têm as mínimas condições de quitar; ou mesmo suspender em juízo a condenação que deveriam receber, conforme a Lei, àqueles que mereciam em razão dos muitos delitos que praticaram. Portanto, a graça não é apenas um favor imerecido, mas, sobretudo, a manifestação espontânea do amor de Deus quando ainda éramos pecadores (Rm 5.8). Estávamos mortos em nossos pecados e Ele nos ofereceu nova chance de termos vida. A graça de Deus tem se manifestado, trazendo salvação a todos os homens (Tt 2.11).