LIÇÕES BÍBLICAS CPAD

JOVENS

 

 

4º Trimestre de 2026

 

Título: Regozijai-vos no Senhor — Vivendo com propósito à luz da Carta aos Filipenses

Comentarista: Reynaldo Odilo

 

 

Lição 1: Carta aos Filipenses: um chamado à alegria

Data: 4 de outubro de 2026

 

 

TEXTO PRINCIPAL

 

Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.(Fp 1.6).

 

RESUMO DA LIÇÃO

 

A Epístola aos Filipenses mostra que o cristão pode viver pleno de alegria e paz com Deus em um mundo conturbado.

 

LEITURA SEMANAL

 

SEGUNDA — At 16.12

Filipos, uma importante colônia romana

 

 

TERÇA — At 22.29; 23.27

O benefício de ser cidadão romano

 

 

QUARTA — At 16.9,10

Atendendo a um chamado de Deus

 

 

QUINTA — 1Ts 2.2

O sofrimento de Paulo em Filipos

 

 

SEXTA — Ne 8.10

A alegria do Senhor é a nossa força

 

 

SÁBADO — Fp 1.1

Uma igreja organizada, com bispos e diáconos

 

OBJETIVOS

 

  • APRESENTAR o contexto histórico, teológico e pastoral da epístola;
  • MOSTRAR um panorama da Segunda Viagem Missionária com o início da igreja em Filipos;
  • ANALISAR o afeto profundo de Paulo pelos filipenses.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado(a) professor(a), neste tempo de desafios emocionais, incertezas e pressões sobre os jovens, trazemos neste trimestre um tema que é um convite para experimentarem uma fé vibrante, centrada em Cristo, que se manifesta em atitudes práticas e na esperança eterna.

A Carta aos Filipenses foi escolhida por refletir a essência das epístolas paulinas, escrita em meio à prisão, mas repleta de encorajamento, gratidão e contentamento em Cristo. Vamos estudar que a alegria cristã não está baseada em circunstâncias favoráveis, mas em um relacionamento consistente com Deus e em uma fé bem fundamentada. Paulo estava preso e os filipenses estavam enfrentando dificuldades. Ainda assim, o que marca essa igreja é a constância: eles permaneceram firmes na fé, no amor e na cooperação com o Evangelho ao longo do tempo. Em um contexto em que muitos começam bem, mas não permanecem, os filipenses se destacam pela continuidade porque eles não apenas creram, mas perseveraram.

O comentarista dessas lições é o pastor Reynaldo Odilo Martins Soares, pastor em Natal — RN, juiz de direito, bacharel em Teologia e em Direito, autor de várias obras publicadas pela CPAD.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor(a), esta primeira lição estabelece o fundamento de toda a Carta aos Filipenses: a alegria cristã não depende das circunstâncias, mas da comunhão com Cristo. Ao introduzir esse tema, leve os alunos a compreenderem que o cristianismo não é uma experiência emocional superficial, mas uma vida enraizada em Cristo, capaz de produzir em nós a confiança necessária nEle, mesmo em contextos adversos. É importante levar os alunos a examinarem a própria fonte de alegria. Para isso, promova a seguinte reflexão: “Minha alegria está nas circunstâncias ou em Cristo?”. A nossa alegria resulta da presença de Cristo, e não de circunstâncias favoráveis.

Para ajudá-los nesta tarefa de diferenciar alegria emocional de alegria espiritual, desenhe no quadro dois círculos grandes (Círculo 1: “Alegria do mundo”; Círculo 2: “Alegria no Senhor”). Em seguida, entregue alguns cartões com exemplos de motivos de alegria como: promoção no trabalho, cura de uma doença, comunhão com Deus, resposta de oração, perda financeira, presença do Espírito Santo, aprovação humana, entre outros. Os alunos devem colocar cada item no círculo correspondente.

 

TEXTO BÍBLICO

 

Filipenses 1.1-11.

 

1 — Paulo e Timóteo, servos de Jesus Cristo, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os bispos e diáconos:

2 — graça a vós e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e da do Senhor Jesus Cristo.

3 — Dou graças ao meu Deus todas as vezes que me lembro de vós,

4 — fazendo, sempre com alegria, oração por vós em todas as minhas súplicas,

5 — pela vossa cooperação no evangelho desde o primeiro dia até agora.

6 — Tendo por certo isto mesmo: que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo.

7 — Como tenho por justo sentir isto de vós todos, porque vos retenho em meu coração, pois todos vós fostes participantes da minha graça, tanto nas minhas prisões como na minha defesa e confirmação do evangelho.

8 — Porque Deus me é testemunha das saudades que de todos vós tenho, em entranhável afeição de Jesus Cristo.

9 — E peço isto: que o vosso amor aumente mais e mais em ciência e em todo o conhecimento.

10 — Para que aproveis as coisas excelentes, para que sejais sinceros e sem escândalo algum até ao Dia de Cristo,

11 — cheios de frutos de justiça, que são por Jesus Cristo, para glória e louvor de Deus.

 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

 

INTRODUÇÃO

 

Durante sua Segunda Viagem Missionária, o apóstolo Paulo, guiado por revelação divina, evangelizou os filipenses em meio à intensa perseguição. Esse contexto faz surgir um forte elo de amizade, o qual se manteve por anos a fio. Tempos após, o apóstolo Paulo, mais uma vez perseguido e preso, recebeu uma oferta enviada pelos crentes de Filipos e, por isso, escreveu-lhes esta afetuosa epístola, mencionando a grande ternura no coração que nutria por eles, mas também os exortava a resolverem seus problemas relacionais internos, a suportarem as aflições com alegria e a viverem com profundidade o Evangelho.

 

 

I. CONHECENDO A HISTÓRIA

 

1. Pano de fundo histórico. Antes de adentrar no estudo de Filipenses, é muito importante compreender o que estava acontecendo no mundo na primeira metade do século I, haja vista que a igreja nasceu naquela cidade por volta do ano 49 d.C. e a epístola foi escrita no fim da prisão de Paulo, possivelmente em Roma, entre os anos 61 e 62 d.C. Assim, conhecer o pano de fundo histórico lançará luzes, as quais fornecerão elementos interpretativos significantes para entender a profundidade das palavras de Paulo.

2. O Império Romano. A história da Roma Antiga está dividida, em linhas gerais, em três períodos: Monarquia (753 a.C. — 509 a.C.), República (509 a.C. — 27 a.C.) e Império (27 a.C. — 476 d.C.). Interessa-nos, aqui, neste passo, mencionar que Felipe II conquistou, em 360 a.C., a Cidade de Crenides, dando-lhe após, em sua homenagem, o nome Filipos. Todavia, somente em 42 a.C., Filipos ganhou importância política, depois que a cidade foi o cenário da batalha entre as forças republicanas de Brutos e Cássio, que lutavam contra os exércitos imperiais de Otávio e Antônio. A partir desse evento, a cidade se tornou colônia romana (At 16.12), ganhando relevância na região.

3. Filipos: uma colônia romana. A circunstância de ser colônia romana concedia dignidade cívica aos filipenses, visto que, com isso, a lei romana passava a ser aplicada às relações sociais, impactando os negócios locais e a segurança dos cidadãos, sendo também fator de prosperidade na medida em que, por vezes, havia isenção ou diminuição da pesada carga tributária, trazendo benefícios econômicos. A aplicação do direito romano entre os cidadãos de Filipos justificava a presença de oficiais romanos na cidade (At 16.22).

Inequivocamente, esse status político fazia com que os filipenses possuíssem determinado grau de arrogância, conforme se vê claramente do episódio de Atos 16.19-24, quando eles incitaram toda a cidade contra os missionários cristãos com uma acusação falsa, que trouxe consequências danosas, escudados principalmente na informação de que Paulo e seus companheiros, que eram judeus (sem cidadania romana), os estavam perturbando, o que aumentava ainda mais o preconceito e a rejeição.

 

SUBSÍDIO I

 

 

A Carta de Paulo aos Filipenses nasceu a partir de um ato de doação. Na sua correspondência regular com Paulo, os filipenses ouviram sobre o seu encarceramento em Roma. Como era do seu costume ministerial, eles, prontamente, enviaram uma oferta de apoio, bem como um dos seus próprios membros, Epafrodito, que era uma representação pessoal do seu amor e preocupação para com Paulo (2.25; 4.18).

Epafrodito trouxe a oferta da igreja, tal como notícias sobre a igreja de Filipos até Paulo, que sempre esteve ansioso por saber como eles estavam. Provavelmente, Epafrodito lhe trouxe os últimos acontecimentos sobre a oposição externa e as disputas internas que ocorriam na igreja de Filipos. Como resultado, Paulo se sentiu forçado a escrever uma Carta que servia a muitos propósitos:

 

Paulo atualizou os filipenses acerca das suas circunstâncias pessoais (1.12-18).

Ele os desafiou a permanecerem firmes na fé mesmo diante de toda oposição (2.27-30; 4.1).

Paulo os advertiu contra aqueles que pregavam e viviam em desacordo com o evangelho de Cristo (3.1,2,18,19).

Ele os fez lembrar da verdadeira essência do evangelho (3.3-9).

Ele os incentivou a prosseguirem firmes rumo ao prêmio (3.12-17).

Ele insistiu que eles permanecessem unidos em razão do evangelho (1.27; 2.1-4; 4.2).

Por fim, Paulo os agradeceu pelo apoio fiel, bem como pela recente oferta enviada por meio de Epafrodito (4.10-20), a quem eles deveriam receber alegremente de volta na sua comunidade (2.25-30).

 

O dado mais extraordinário acerca do contexto desta Carta é que a sua mensagem vem de um homem que estava preso, mas nem por isso deixava de estar feliz. Cercado pela oposição hostil de incrédulos, traído por outros — inclusive por crentes! — (1.15-17), e aguardando uma possível sentença de morte, Paulo escolheu se alegrar — alegrar-se no Senhor a quem ele amava, confiava e seguia apaixonadamente; alegrar-se pelo avanço do evangelho; e alegrar-se na alegria que os próprios filipenses demonstravam por Cristo. (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY, Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p.86).

 

 

II. SEGUNDA VIAGEM MISSIONÁRIA

 

A Primeira Viagem Missionária do apóstolo Paulo foi bem-sucedida. No entanto, houve um desentendimento com Barnabé, e eles se separaram. A partir disso, Paulo seguiu na missão acompanhado por Silas, Timóteo e Lucas, dando início à sua Segunda Viagem Missionária.

1. Idas e vindas. O apóstolo Paulo, com Silas (At 15.40) e Lucas (At 16.10), passou pela Síria e Cilícia, Derbe e Listra, onde Timóteo se juntou à equipe missionária (At 15.41; 16.1). Depois de passarem pela Frigia e Galácia, Deus bloqueou o caminho deles para a Ásia e Bitínia (At 16.6,7) e, ainda sem conhecerem a vontade de Deus acerca do itinerário da Segunda Viagem Missionária, Paulo recebeu, em Trôade, uma revelação celestial, encaminhando-os à Macedônia para pregar o Evangelho (At 16.8-10).

Depois disso, partiram de Trôade para Samotrácia por “caminho direito”, razão pela qual o vento lhes foi favorável (At 16.9-11). Depois eles chegaram a Nápolis, o porto que distava mais ou menos 15 km de Filipos; dali foram pela estrada construída pelos romanos no século II a.C., com extensão de, aproximadamente, 1120 km de comprimento, a Via Egnatia, até a cidade onde foi plantada a primeira igreja europeia: Filipos.

2. Um início tímido, com perseguição. O ambiente em Filipos era diferente do de Salamina (At 13.5), Pafos (At 13.6-12), Antioquia da Pisídia (At 13.14-45) etc., onde a comunidade judaica estava bem representada e, por isso, havia sinagogas, mas em Filipos isso não acontecia. Não existia perseguição dos religiosos judeus em Filipos. Por outro lado, naquele lugar o imperador era ostensivamente adorado e, de acordo com achados arqueológicos, existia um perímetro na cidade no qual nenhuma outra “divindade” poderia receber adoração, possível razão pela qual algumas mulheres, dentre as quais Lídia, estavam buscando a Deus às margens de um rio, fora da cidade, lugar para onde os missionários afluíram para orar e, também, pregar o Evangelho (At 16.13-15).

Tudo ia bem até que Paulo expulsou o espírito maligno de uma jovem que dava lucro aos seus donos por meio de adivinhação. Revoltados por perderem essa fonte de renda, eles acusaram falsamente os missionários e incitaram a população contra eles. Isso resultou em humilhação pública, açoites e prisão (At 16.18-24).

3. Um grande terremoto. Os missionários estavam exultantes em Deus. Mesmo humilhados, presos e açoitados, por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus dentro da prisão, quando o Senhor trouxe um grande terremoto que abalou as estruturas do cárcere e foram abertas as portas, soltando as correntes de todos os presos (At 16.25,26). Enquanto o sistema daquele tempo era movido por interesses e ganância, Deus confirmou a sua obra com poder e, por isso, fez tremer as estruturas da prisão (e possivelmente de prédios da cidade) sob a influência da verdadeira adoração.

Embora presos, Paulo e Silas escolheram exalar alegria e gratidão a Deus. No lugar de questionar por que o Senhor permite determinada situação, avalie qual tem sido a sua postura enquanto passa por ela. A verdadeira adoração, mesmo em meio à dor, trouxe intervenção divina.

 

SUBSÍDIO II

 

 

“Destinatários

Paulo escreveu esta Carta aos crentes da cidade de Filipos. A igreja de Filipos, fundada por Paulo na sua segunda viagem missionária, no início dos anos 50 do século I, é distinta por ter sido a primeira congregação cristã da Europa.

Filipos era uma cidade cosmopolita localizada na planície da Macedônia oriental, a 16 quilômetros de Neápolis, um importante porto marítimo. Fundada no ano 356 a.C. por Filipe da Macedônia (o pai de Alexandre, o Grande), essa cidade grega foi transformada em uma colônia militar romana no ano 42 a.C. Quando Paulo chegou em Filipos, ele se deparou com uma ‘Roma em miniatura’, composta de pessoas privilegiadas que eram diversas em sua nacionalidade e posição social.

Os detalhes da primeira visita de Paulo a Filipos são registrados em Atos 16.13-40. Paulo não encontrou ali nenhuma sinagoga, o que significa que não havia ali nem 10 homens judeus crentes. Ele encontrou um local de oração não muito longe da porta da cidade, no Rio Gangites. Ali Paulo se deparou com um grupo de mulheres piedosas. Assim nasceu a igreja de Filipos.

Quando Paulo partiu de Filipos, ele deixou para trás um grupo diversificado de crentes em Cristo: uma prosélita judia e rica comerciante chamada Lídia, cujo nome foi, provavelmente, usado para identificar a sua primeira igreja (At 16.14-16,40); uma jovem escrava grega nativa que tinha um espírito de adivinhação expulso por Paulo (At 16.16-21); e um carcereiro romano e sua casa, que havia sido convertido a Cristo pelos hinos de adoração cantados por Paulo e Silas à meia-noite na prisão (At 16.22-34).

A igreja de Filipos era amada por Paulo (Fp 1.3-8). As pessoas daquele lugar oravam (1.19), tal como eram doadoras leais e generosas ao longo de todo o ministério de Paulo. Mesmo quando ninguém mais os apoiava (4.15), eles doaram a partir da sua ‘profunda pobreza’ (2Co 8.2) para a expansão da mensagem do evangelho.” (PATTERSON, Dorothy Kelley e KELLEY. Rhonda Harrington. Comentário Bíblico da Mulher: Novo Testamento. Volume II. Rio de Janeiro: CPAD, 2025, p.88).

 

 

III. FILIPENSES: CHAMADO À ALEGRIA

 

Decorridos mais de dez anos desde aqueles acontecimentos, Paulo estava novamente preso e os crentes em Filipos também enfrentavam muitos sofrimentos. Nesse cenário, o apóstolo encaminha uma epístola cujo tema central é a alegria, mas que também fala de amor e saudade. A saudade surge quando um amor está distante. Simples assim. É embalado por esses sentimentos que Paulo escreve.

1. Paulo e Timóteo. A carta começa apresentando Paulo e Timóteo como servos de Jesus Cristo, sem dar destaque à sua autoridade apostólica, o que revela uma postura de humildade por parte do apóstolo. Paulo também se refere a Jesus Cristo como Senhor, reconhecendo tanto sua realidade histórica quanto sua autoridade divina. Ele dirige a carta a todos os santos em Cristo Jesus, mostrando que os crentes em Filipos faziam parte da Igreja, o Corpo de Cristo.

Na sequência, ele utiliza uma saudação que une dois elementos importantes: “graça”, comum entre os gentios, e “paz”, tradicional entre os judeus. Com isso, Paulo ensina que não há divisão na Igreja, pois todos são um só povo em Cristo. Os filipenses precisavam dessa confirmação.

Além disso, ao afirmar que a graça e a paz vêm de Deus Pai e do Senhor Jesus Cristo, Paulo os coloca juntos, sem distinções.

2. Desde o primeiro dia. Em seguida, Paulo destila por nove versículos toda a ternura paternal que nutre pelos filipenses, os quais, desde o primeiro dia (Fp 1.5), cooperam com seu ministério, o que faz toda a diferença. Na verdade, a perseverança em relacionamentos de cunho espiritual possui grande recompensa, e Paulo faz questão de dimensionar isso.

Os crentes filipenses se destacaram em relação às demais igrejas neotestamentárias notadamente por sua perseverança em amor pelo apóstolo Paulo. Se observarmos os cristãos na Galácia, por exemplo, Paulo sofre uma decepção por eles cederem aos caprichos dos judaizantes; os de Tessalônica, por outro lado, tinham se enredado com muitas doutrinas que faziam, alguns, inclusive, perderem a esperança, mas em Filipos não há nenhuma repreensão. A igreja continua amando o apóstolo, vivendo em pureza doutrinária, e esse vínculo, desde o primeiro dia, nunca arrefeceu até aquele instante em que a epístola estava sendo escrita. Que Deus nos ajude a permanecermos fiéis a Deus e ao ministério até o fim.

3. Saudade, amor e alegria. O apóstolo dos gentios dá graças a Deus todas as vezes que se lembra dos filipenses, fazendo isso com alegria (Fp 1.3,4), anuindo que tem por justo abrigar a todos eles no seu coração, porque eles sempre foram grandes amigos (Fp 1.7). Após, invoca a Deus como testemunha do grande amor e da grande saudade que sente pelos filipenses (Fp 1.8).

Paulo, exaltando o amor presente na igreja em Filipos, diz que ora para que esse amor aumente cada vez mais (Fp 1.9) e, assim, os filipenses possam crescer em ciência e em todo o conhecimento, tendo acesso às coisas mais excelentes que estão escondidas em Deus (Fp 1.10). O objetivo é que eles saibam fazer boas escolhas, vivam com sinceridade e pureza, fazendo-os cheios de frutos de justiça, até o dia do retorno de Cristo (Fp 1.10,11).

 

 

CONCLUSÃO

 

Percebe-se que o chamado à alegria dizia respeito à igreja em Filipos, mas não somente a eles, pois nós também temos essa missão de viver em um mundo conturbado, que jaz no Maligno, mas cheios da alegria do Senhor. Isso não significa fechar os olhos para as dificuldades da vida, porém enxergar o clarão da glória de Deus que ilumina a vereda daqueles que são fiéis, “como a luz da aurora que vai brilhando cada vez mais até ser dia perfeito”.

 

ESTANTE DO PROFESSOR

 

 

KEENER, Craig S. Comentário Exegético Atos. Volume 3. Rio de Janeiro: CPAD, 2024.

 

HORA DA REVISÃO

 

1. De acordo com a lição, quando surgiu a cidade de Filipos?

Felipe II conquistou, em 360 a.C., a Cidade de Crenides, dando-lhe após, em sua homenagem, o nome Filipos.

 

2. Quais os direitos que os filipenses tinham por morarem em uma colônia romana?

A circunstância de ser colônia romana concedia dignidade cívica aos filipenses, visto que, com isso, a lei romana passava a ser aplicada às relações sociais, impactando os negócios locais, a segurança dos cidadãos.

 

3. Quais foram os primeiros missionários em Filipos?

Paulo, Timóteo, Silas e Lucas.

 

4. Paulo estava em qual situação quando escreveu a Epístola aos Filipenses?

Paulo estava novamente preso.

 

5. Paulo utiliza uma saudação que une dois elementos importantes. Quais são eles?

Ele utiliza uma saudação que une dois elementos importantes: “graça”, comum entre os gentios, e “paz”, tradicional entre os judeus.