Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

1º Trimestre de 2007

 

Título: A Igreja e a sua missão

Comentarista: Elienai Cabral

 

 

Lição 2: Evangelização — A missão máxima da Igreja

Data: 14 de Janeiro de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura(Mc 16.15).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A igreja de Cristo não pode enclausurar-se dentro dos templos, mas deve cumprir a sua missão por toda parte, onde estão os pecadores.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda — At 18.9-11

A Igreja e sua missão urbana

 

 

Terça — At 8.12

A Igreja é a agência do Reino de Deus na terra

 

 

Quarta — At 16.9-13

A Igreja usa estratégias adequadas

 

 

Quinta — At 1.8

A Igreja depende de poder do alto para evangelizar eficazmente

 

 

Sexta — 2Tm 2.16-18

A Igreja enfrenta o desafio das seitas

 

 

Sábado — Lc 4.18,19

A Igreja evangeliza alcançando o ser humano integral

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Mateus 28.19,20; Marcos 16.15-18.

 

Mateus 28

19 — Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.

20 — ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém!

 

Marcos 16

15 — Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.

16 — Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.

17 — E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;

18 — pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.

 

INTERAÇÃO

 

Prezado professor, nossa oração a Deus é que você continue sempre cheio do Espírito Santo. Afinal, estar cheio do Espírito faz toda diferença quando ministramos a Palavra de Deus! O Senhor Jesus, quando ensinava as Escrituras, estava repleto do Santo Espírito (Lc 4.14-21). Ele próprio concedeu-nos o seu Espírito, a fim de ensinarmos com ousadia, desembaraço e unção (At 1.8). Não são as nossas belas palavras que vencem o mal e transformam a vida de nossos alunos, mas a Palavra do Senhor transmitida “em demonstração de Espírito e de poder” (1Co 2.4). Seja, professor, continuamente “cheio do Espírito” (Ef 5.18).

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Definir as quatro determinações verbais de Mt 28.19,20.
  • Estabelecer a distinção entre missão intracultural e transcultural.
  • Descrever os problemas urbanos que desafiam a igreja.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, para que o aluno aprenda de modo eficiente é necessário um conjunto de operações didáticas. Essas ações pedagógicas incluem: 1) da parte do professor: a) domínio do assunto tratado; b) método didático empregado; c) planejamento da aula; d) adequação significativa do conteúdo ministrado à realidade do educando; e) linguagem didática; 2) da parte do aluno: a) interesse e disposição para aprender; b) desenvolvimento das atividades sugeridas; c) empatia com o professor; 3) da parte do ambiente de ensino: a) salas adequadas; b) disposição da mobília; c) ambiente acolhedor; d) estímulos visuais e cognitivos. É necessário que o professor verifique esses procedimentos, para que haja completa interação entre o mestre, o aluno e o ambiente de aprendizagem.

 

COMENTÁRIO

 

INTRODUÇÃO

 

Palavra Chave

Evangelização: É o esforço conjunto e contínuo da igreja para anunciar o evangelho de Cristo aos pecadores.

 

O progresso de uma igreja local não pode ser medido ou avaliado primeiramente por suas atividades filantrópicas, educacionais e materiais. O progresso real de uma igreja é avaliado por seu alcance evangelístico, juntamente com seus frutos espirituais, como resultado da semeadura da Palavra de Deus. Todas as demais atividades são importantes, mas a prioritária e incessante é a evangelização.

 

I. DEFINIÇÃO DE TERMOS

 

Existem três palavras interligadas na proclamação das Boas-Novas que merecem a nossa atenção: evangelho, evangelismo e evangelização. Estas definem e explicam a missão máxima da igreja na terra.

1. Evangelho (Mc 16.15). Só entenderemos a importância da missão evangelizadora da igreja compreendendo o significado de evangelho. O que é evangelho? No sentido mais simples, o evangelho é definido como “boas-novas de salvação em Cristo”. Noutras palavras, “evangelho” é o conteúdo da revelação de Deus, em Jesus como Salvador e Senhor de todas as criaturas que o aceitam como seu Salvador pessoal. Evangelho, portanto, é o conjunto das doutrinas da fé cristã que deve ser anunciado a toda criatura.

2. Evangelização. Mateus 28.19,20 apresenta o imperativo evangelístico de Cristo à sua igreja, com quatro determinações verbais:

a) Ir. No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho;

b) Fazer discípulos. Com o sentido de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo;

c) Batizar. É o ato físico que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor;

d) Ensinar as doutrinas da Bíblia, com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã.

3. Evangelismo. Possui um caráter técnico, pois se propõe a ensinar o cristão a cumprir, de modo eficaz, a tarefa da evangelização. O evangelismo na igreja local implica uma ação organizada e ativada pelos membros, para desenvolver três ações necessárias à pessoa do evangelista: informação, persuasão e integração do novo convertido.

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

Evangelho, evangelização e evangelismo distinguem-se quanto à prática, mas possuem as mesmas formações lingüísticas. Evangelização é o anúncio da mensagem. Evangelismo é a técnica de comunicação da mensagem.

 

 

II. A BASE DA EVANGELIZAÇÃO

 

O Pastor Guilhermo Cook, da Costa Rica, declarou num congresso de missões que a tarefa da evangelização está firmada em três bases distintas: a base cristológica, a ministerial e a sociológica.

1. A base cristológica. É evidente que a mensagem que pregamos aos pecadores só pode ser a mesma que Cristo pregou quando esteve na Terra. Jesus, ao iniciar o seu ministério terreno, o fez a partir da cidade de Nazaré, quando entrou numa sinagoga e levantou-se para ler a Escritura. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías e, ao abri-lo, leu e explicou o texto de Isaías 61.1,2 (ver Lc 4.18,19). Nesta Escritura, Cristo se identificou com a missão para a qual viera (Jo 1.14), mas não restringiu a mensagem e a missão evangelizadora para si, pois outorgou-as a seus discípulos (Jo 20.21). Ora, o mesmo Espírito que ungiu a Jesus para proclamar as boas-novas habita na Igreja para que ela dê continuidade à proclamação da mensagem salvadora do evangelho de Cristo (Lc 24.49; At 1.8; Rm 1.16).

2. A base ministerial. No Antigo Testamento identificamos três ministérios distintos: o sacerdotal, o real e o profético.

a) O sacerdote representava o povo diante de Deus, orando e intercedendo por ele no exercício do ministério no Tabernáculo ou no Templo;

b) O rei representava a Deus perante o povo, e simbolizava o domínio do divino sobre o humano;

c) O profeta era o intermediário entre Deus e o povo, comunicando a mensagem de amor e de juízo.

Quando Jesus se fez homem, exerceu esse tríplice ministério. Como rei, nasceu da linhagem real de Davi (Lc 1.32; Rm 1.3). Como sacerdote, foi declarado sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, e não segundo a levítica (Hb 7.11-17,21-27). Como profeta, Cristo foi identificado pela mensagem que pregava (Lc 4.18,19). Porém, o Senhor Jesus transferiu para a igreja esse tríplice ministério. A igreja é vinculada à linhagem real de Jesus, porque somos o seu corpo glorioso na terra (Ap 1.6; 1 Co 12.27). O sacerdócio da igreja é identificado pela sua presença no mundo como intermediária entre Deus e os homens. Exercemos esse ministério, cumprindo as responsabilidades sacerdotais: interceder e reconciliar o mundo com Deus (2 Co 5.18,19; Hb 2.17). E, por último, a igreja, ao anunciar a Cristo como Senhor e Salvador, cumpre o seu papel profético (1 Pe 2.9; At 1.8).

3. A base sociológica. Em síntese, pessoas evangelizam pessoas, pois Jesus morreu pelos pecadores. É sociológica porque a igreja emprega os meios da comunicação pessoal para persuadir os indivíduos de que Jesus é o Salvador; e porque a mensagem não se restringe a um grupo, mas tem por objetivo alcançar todas as criaturas.

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

Os três pilares, que alicerçam a evangelização - cristológico, ministerial e sociológico - descrevem os fundamentos por meio dos quais as igrejas locais realizam a missão evangelizadora.

 

 

III. A EVANGELIZAÇÃO URBANA E A TRANSCULTURAL

 

1. Evangelização urbana. Sem prescindir da evangelização nos meios rurais, é um fato notório em nossos tempos que a vida urbana é uma realidade que desafia e exige da igreja uma pronta e veemente atitude para alcançá-la. Existe um fluxo migratório incontrolável de pessoas que deixam a vida rural e saem em busca de melhores oportunidades nas grandes cidades. Muitos problemas sociais resultam da desorganização da vida urbana, e a igreja deve estar preparada para responder a esses dilemas.

Estratégias adequadas devem ser desenvolvidas para alcançar as pessoas. Os problemas típicos da vida urbana, tais quais a diversidade cultural, a marginalização social, o materialismo, a invasão das seitas e as tendências sociais, desafiam a igreja no sentido de, sem afetar a essência da mensagem do evangelho, demonstrar o poder da Palavra de Deus que transforma e dá esperança a todos (Rm 1.16).

2. Evangelização transcultural. A evangelização transcultural começa na vida urbana com as diferentes culturas vividas pelos seus habitantes. Porém, ela avança quando requer dos missionários uma capacitação especial para alcançar as pessoas. É preciso que o missionário tenha uma visão nítida de que a mensagem do evangelho é global, pois o Cristianismo deve alcançar cada tribo, e língua, e povo, e nação até as extremidades da terra (Is 49.6; At 13.47).

 

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A missão evangelizadora da igreja é local e global Enquanto a evangelização local é intracultural (dentro da cultura do evangelista), a global é transcultural (fora da cultura do evangelista).

 

 

CONCLUSÃO

 

A mensagem do evangelho deve ir a todas as extremidades da Terra, porque a salvação que Cristo consumou no Calvário visa a toda a humanidade. A igreja não pode negligenciar sua missão principal: alcançar todos os povos com a mensagem do evangelho.

 

VOCABULÁRIO

 

Cristológico: Relativo a Cristo; fundamentado em Cristo.
Filantrópico: Relativo à filantropia; amor à humanidade; obras de caridade.
Imperativo: Que ordena, ou exprime uma ordem.
Migração: Mudar periodicamente, ou passar de uma região para outra.
Prescindir: Renunciar; abrir mão de; dispensar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

COLEMAN, R. Plano mestre de evangelismo pessoal. RJ: CPAD, 2001.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Cite as três palavras que explicam a missão da igreja.

R. Evangelho, evangelismo e evangelização.

 

2. Mencione as quatro determinações verbais de Mateus 28.19,20.

R. Ir; fazer discípulos; batizar; ensinar.

 

3. Quais as três bases da evangelização?

R. Cristológica; ministerial; sociológica.

 

4. Quais os problemas urbanos que desafiam a igreja?

R. Diversidade cultural, marginalização social, materialismo, invasão das seitas e as tendências sociais.

 

5. Quando começa a evangelização transcultural?

R. Na vida urbana com as diferentes culturas vividas pelos seus habitantes.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

“Renovando e Alcançando Pessoas

Precisamos começar perguntando mais uma vez: Qual a nossa missão como igreja? A resposta está em reconhecer que somos o corpo de Cristo. Portanto, devíamos estar fazendo o que Ele fez na terra. A evangelização do mundo, portanto, tem de ser a missão, o objetivo norteador da Igreja, pois era a meta central de nosso Senhor — a única razão pela qual o Filho eterno, despojando-se de suas vestes de glória, assumiu nossa forma. Ele veio para ‘buscar e salvar o que se havia perdido’ (Lc 19.10) — ‘não veio para ser servido, mas para servir; e para dar a sua vida em resgate de muitos’ (Mt 20.28).

Uma senhora, num grupo de turistas que visitava o Mosteiro de Westminster, pinçou exatamente o problema. Voltando-se para o guia, perguntou-lhe: ‘Moço, moço! Pare um pouco essa conversa, e me responda: será que alguém foi salvo aqui por esses dias?’.

Um estranho silêncio recaiu sobre o grupo de turistas assustados e, quem sabe, já embaraçados. Salvo no Mosteiro de Westminster? Por que não? Não é essa a função da igreja? Uma igreja que esteja descobrindo o entusiasmo do avivamento saberá disso, e estará em atividade, procurando ganhar os perdidos. O avivamento e a evangelização, embora diferentes quanto à natureza, brotam da mesma fonte e fluem juntos. Uma igreja que não sai para o mundo anunciando as verdades do reino não reconheceria o avivamento, mesmo que este viesse”.

(COLEMAN, R. Como avivar a sua igreja. 15.ed., RJ: CPAD, 2005, p. 87-88.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

A Igreja não foi edificada por Cristo para construir escolas, fundar hospitais ou assumir cargos políticos, por mais dignas que sejam tais realizações, mas para cumprir com o mandato de “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Quando os crentes prescindem da evangelização, não resta mais nada a igreja do que ser uma associação religiosa em busca de privilégios e reconhecimento social. Somente um poderoso reavivamento na vida dos crentes será capaz de transformar uma igreja apática quanto à evangelização em uma comunidade rediviva. Cada crente deve envolver-se com a evangelização dos pecadores. Cada cristão deve ser uma fiel testemunha de Cristo.