Lições Bíblicas CPAD

Jovens e Adultos

 

 

2º Trimestre de 2007

 

Título: Tempos Trabalhosos - Como enfrentar os desafios deste século

Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima

 

 

Lição 13: A Igreja de Jesus Cristo é vitoriosa

Data: 01 de Julho de 2007

 

TEXTO ÁUREO

 

Mas graças a Deus, que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo(1 Co 15.57).

 

VERDADE PRÁTICA

 

A Igreja de Cristo triunfa e sempre triunfará em todos os campos de batalha, vencendo a todos os desafios.

 

LEITURA DIÁRIA

 

Segunda - Ef 5.27

A glória futura da Igreja

 

 

Terça - At 14.22

A Igreja é provada

 

 

Quarta - Ap 3.8

Vencendo pela fidelidade

 

 

Quinta - Êx 33.13,14

A presença de Deus

 

 

Sexta - 1 Co 15.41-43

A glória da imortalidade da Igreja

 

 

Sábado - Ap 12.10,11

O sangue do Cordeiro traz vitória

 

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

 

Romanos 8.31,32,35,37. Apocalipse 19.11,16; 20.10; 22.13.

 

Romanos 8

31 - Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?

32 - Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?

35 - Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?

37 - Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.

 

Apocalipse 19

11 - E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça.

16 - E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES.

 

Apocalipse 20

10 - E o diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde está a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.

 

Apocalipse 22

13 - Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim, o Primeiro e o Derradeiro.

 

INTERAÇÃO

 

Professor, ser salvo em Cristo Jesus e fazer parte do seu corpo místico não isenta-nos de sofrer tribulações, pelejas, emulações, perseguições, etc. (Rm 8.31-39). Pelo contrário! Quanto mais fazemos a obra de Deus com fidelidade, mais afrontas e calúnias se levantam! Contudo, sabemos que a misericórdia e a graça do Senhor são fundamentais para obtermos a vitória em nossa guerra espiritual diária (Ef 6.12). Se não for por Jesus, seremos derrotados logo na primeira oportunidade.

 

OBJETIVOS

 

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:

  • Enumerar as aflições experimentadas pela Igreja.
  • Descrever a vitória final da Igreja.
  • Realizar a vontade de Cristo, para que seja vitorioso.

 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

 

Professor, após analisarmos as Sete Igrejas do Apocalipse, notamos que Jesus deixou uma promessa de recompensa para as que abandonassem suas práticas pecaminosas. Faça duas colunas em uma cartolina, na primeira, escreva a palavra IGREJA, na segunda, RECOMPENSA. Fixe a cartolina em local visível. Faça sete tiras de papel e, em cada uma delas, escreva o nome das sete igrejas. Em outras tiras, escreva as recompensas prometidas pelo Senhor a cada igreja. Distribua entre os alunos as tiras que contém as promessas. Solicite-lhes que relacionem as promessas às igrejas correspondentes, observando a ordem da primeira à sétima carta.

 

COMENTÁRIO

 

introdução

 

Palavra Chave

Vitória: Ato de vencer o inimigo em uma guerra. Triunfo brilhante em qualquer campo de ação.

 

A Igreja foi destinada por Deus para vencer. A Bíblia nos mostra que todas as forças e potestades, que se levantaram, e se levantam contra Ela, serão destruídas pelo Rei dos Reis e Senhor dos Senhores. Para participarmos dessa vitória final, precisamos estar em comunhão com Cristo. Como Jesus em breve voltará, então busque ter uma vida irrepreensível diante daquEle que tem todo poder nos céus e na terra.

 

I. AS AFLIÇÕES EXPERIMENTADAS PELA IGREJA

 

1. Aflições e gemidos.

a) As aflições do tempo presente. Afirma o apóstolo Paulo que “as aflições deste tempo presente não são para comparar com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Isto significa que, apesar de seus cruéis perseguidores, a Igreja tem triunfado; as portas do inferno não podem prevalecer contra ela.

b) O gemido da criação e da Igreja. Toda “a criação geme”, e nós, também, esperando ”a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.22,23). Todo esse gemer é resultante da tragédia do pecado. O gemido da Igreja cessará quando Jesus vier buscá-la (1 Ts 4.16-18). Você crê no arrebatamento da Igreja? Tem esperança na vida futura? Pode dizer “Maranata”?

c) O gemido do Espírito Santo. O Espírito Santo também geme, ajudando-nos em nossas fraquezas: “porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8.26). O que seria de nós se não tivéssemos a ajuda e a intercessão do Espírito? (Jo 14.16). Não obstante nossas fraquezas, o Senhor nos dará a vitória final (Ap 3.8).

 

SINOPSE DO TÓPICO (I)

 

As atuais aflições da igreja não se comparam com a glória que há de ser revelada no retorno triunfante de Cristo.

 

II. O CÂNTICO DE VITÓRIA DA IGREJA

 

1. Deus é por nós. Paulo indaga de modo incisivo: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8.31). O sentido da frase leva-nos a entender que o intuito do apóstolo era afirmar que, “se Deus é por nós”, quem haverá de “prevalecer contra nós?”. Nossa vitória está em nos mantermos submissos a Deus e a sua Palavra.

2. Deus nos justifica. Se formos injustamente acusados, Deus, haverá de nos justificar (Rm 8.33,34). Os inimigos do evangelho estão sempre levantando acusações contra nós; elas porém não têm o menor valor, pois quem nos justifica é Deus. Jesus ressuscitou para estar conosco. Então, quem nos condenará? (Rm 8.1).

 

SINOPSE DO TÓPICO (II)

 

O cântico vitorioso da Igreja será entoado no céu, quando estaremos, enfim, livres das tribulações desta vida e teremos a recompensa por nossa submissão a Deus e a sua Palavra.

 

III. NADA PODE NOS SEPARAR DO AMOR DE DEUS

 

1. Quem nos separará do amor de Cristo? (Rm 8.35). Observemos dois motivos apresentados no texto bíblico.

a) Tribulação ou angústia. É motivo para o cristão deixar a Cristo? Jesus, em seu ministério terreno, advertiu: “Tenho vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33). Tribulações são situações de inquietação, ou de ansiedade, quando se perde o controle da situação. Será que elas são determinantes para o crente fiel abandonar o amor de Deus? Gloriemo-nos nas tribulações (Rm 5.3-5).

b) Perseguição. A Igreja de Jesus nunca deixou de ser perseguida. O que dizer da perseguição legal que procura dificultar a marcha da Igreja? Ou das afrontas no campo da ética e da moralidade? Aliás, a Igreja, como “coluna e firmeza da verdade” (1 Tm 3.15), jamais haverá de silenciar-se quanto à união abominável entre pessoas do mesmo sexo, que é condenada por Deus (cf. Dt 23.17,18; Lv 18.22; Rm 1.24-28; 1 Tm 1.10); à prostituição, tida como atividade profissional em alguns países, ao aborto provocado, à eutanásia e outros crimes. A perseguição pode acentuar-se, mas as “forças do inferno não prevalecerão”.

 

SINOPSE DO TÓPICO (III)

 

A tribulação, angústia ou perseguição não são motivos para deter o povo de Deus em sua marcha para o céu. Nada pode separar o crente fiel do amor que o une a Cristo.

 

IV. A VITÓRIA É NOSSA PELO SANGUE DE JESUS

 

1. Vencendo pelo sangue de Jesus. Diz o texto: “E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está à salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até à morte” (Ap 12.10,11). O acusador será aniquilado para todo o sempre. O golpe fatal foi-lhe desferido por Jesus no Calvário. Nossa vitória, por conseguinte, é resultado de sua morte e ressurreição. Ele é o único que pode garantir a vitória contra Satanás (Rm 8.34-39).

2. Síntese da vitória final. Sabemos que o próximo grande acontecimento, de conformidade com a Palavra de Deus, será o arrebatamento da Igreja. Em seguida, haverá, na Terra, a Grande Tribulação, enquanto que, no céu, terá lugar o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro. Após sete anos, Jesus voltará com os seus santos, em glória, aniquilará todos os poderes, prenderá o Diabo por mil anos (Ap 20.1,2), e lançará o Falso Profeta no “ardente lago de fogo e enxofre” (Ap 19.20; 20.10). Ato contínuo, implantará o seu Reino Milenial, antes de se assentar no Trono Branco, quando instalará o Juízo Final, em que julgará os vivos e os mortos que não tomaram parte no arrebatamento. Antes da instauração do estado perfeito, Satanás, finalmente, será arremessado no lago de fogo onde já se encontram a besta e o falso profeta.

3. A Igreja no perfeito estado eterno. Finalmente, Jesus implantará o perfeito Estado Eterno, em que reinará paz e justiça para sempre. Diz João: “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe. E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o Tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus” (Ap 21.1-3). Querido irmão, Jesus descerá em breve para nos buscar. Você está vigiando em santidade? É chegado o momento de a Igreja mostrar-se cada vez mais santa; sem a santificação, ninguém verá o Senhor (Hb 12.14).

 

SINOPSE DO TÓPICO (IV)

 

O sangue de Jesus garante a vitória da Igreja. Contudo, os cristãos devem se esforçar para estar sempre irrepreensíveis diante de Deus.

 

CONCLUSÃO

 

A Bíblia nos mostra que a História desenrola-se com a permissão de Deus. Os homens pensam que são donos do seu destino, da História e do futuro. Por isso, muitos, julgando-se sábios, voltam-se contra a Igreja. O Diabo, mesmo sabendo que jamais derrotará a Igreja do Senhor Jesus, faz de tudo para obscurecer o brilho de sua vitória. Mas a Igreja triunfará gloriosa, “como a alva do dia, formosa como a lua, brilhante como o sol, formidável como um exército com bandeiras” (Ct 6.10).

 

VOCABULÁRIO

 

Aniquilado: Arruinado, destruído, abatido, prostrado.
Intuito: Objeto que se tem em vista; intento, plano; fim, escopo.
Obscurecer: Tirar ou reduzir a claridade; perturbar, confundir, baralhar.

 

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

 

PITT, J. Quando vem a perseguição. RJ: CPAD, 1993.
KENNEDY, D. J. As portas do inferno não prevalecerão. RJ:CPAD, 1999.

 

EXERCÍCIOS

 

1. Quais são os três gemidos de que fala a lição?

R. O gemido da criação, da Igreja e do Espírito Santo.

 

2. Quando cessará o gemido da igreja?

R. Quando Jesus vier buscá-la.

 

3. Qual o sentido do texto de Romanos 8.31?

R. “Se Deus é por nós, quem haverá de prevalecer contra nós?”.

 

4. Há algum motivo para alguém deixar Jesus?

R. Definitivamente, não há motivo algum para alguém deixar Jesus.

 

5. De acordo com Hb 12.14, qual o requisito primordial para a Igreja encontrar-se com o Senhor?

R. A santificação.

 

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

 

Subsídio Devocional

 

“O Segredo da Vitória

Em Êxodo 17.8-16, uma vitória espiritual foi ganha sobre os amalequitas. A estratégia e a agressividade de Josué não foram a garantia da vitória. A batalha real foi travada no cume do monte onde Moisés estava. Ele não tinha uma arma na mão, mas sim a vara de Deus. Enfrentou uma batalha espiritual! ‘Quando Moisés levantava as mãos, Israel prevalecia; quando, porém, as abaixava, prevalecia Amaleque’ (v.11).

Não importava quão forte era o exército de Josué: a vitória foi ganha em outra frente de batalha. Moisés, Arão e Hur batalhavam em oração. Quando Moisés ficou cansado, sem agüentar erguer as mãos, precisou de dois amigos - companheiros de oração - para ajudá-lo, ‘assim lhe ficaram as mãos firmes até o pôr-do-sol. E Josué desbaratou a Amaleque e o seu povo ao fio da espada’, (vv.12,13). ‘Assim’ é a palavra-chave. Não dependeu da estratégia de Josué. A vitória veio através da oração contínua. E contra isto a força armada de Ameleque nada podia”.

(PITT, J. Quando vem a perseguição. 3.ed., RJ: CPAD, 1993, p.98.)

 

APLICAÇÃO PESSOAL

 

“A palavra vigiar tomou um novo significado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Enquanto a América dormitava, as forças do terrorismo enviaram mísseis flamejantes à sua alma. É exatamente assim que trabalha o Terrorista maioral. Portanto, ‘tendo isto em mente, devemos vigiar com toda perseverança e súplica por todos os santos’ (Ef 6.18). Igualmente, Pedro adverte-nos: ‘Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé’ (1 Pe 5.8,9)”.

(HANNECRAAFF, H. A armadura espiritual. RJ: CPAD, 2005, p.120-1.)